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Arquipelago de Origem:
Madeira
Data da Peça:
1806-00-00
Data de Publicação:
15/10/2021
Autor:
Francisco de Paula Medina e Vasconcelos
Chegada ao Arquipélago:
2021-10-15
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Palácio do Correio Velho, Leilões
Autor da Imagem:
Palácio do Correio Velho, Leilões
Zargeida, Descobrimento da Ilha da Madeira. Poema Heróico, Francisco de Paula Medina e Vasconcellos, Lisboa, Na Offic. de Simão Thaddeo Ferreira, 1806, Portugal

Categorias
    Descrição
    Zargeida, Descobrimento da Ilha da Madeira. Poema Heróico, dedicado ao Ilustríssimo, e Excelêntissimo Senhor Conde de Villa Verde ....
    Francisco de Paula Medina e Vasconcellos (1768-1824).
    Lisboa, Na Offic. de Simão Thaddeo Ferreira, 1806.
    Com ex-libris de Fernando de Mello Mendes e com assinatura de posse de Paulino de Oliveira.
    Proveniente da biblioteca do Eng. Fernando de Mello Mendes, leilão do Palácio do Correio Velho, outubro de 2021, Lote 304 avaliado entre 100 e 200 euros.

    Francisco de Paula Medina e Vasconcelos, nasceu na freguesia da Sé do Funchal, a 20 de novembro de 1768, filho de Teodoro Félix de Medina Vasconcelos e de D. Ana Joaquina Rosa de Vasconcelos. Segundo o próprio, tinha 20 anos quando se matriculou na Universidade de Coimbra, mas lamentando-se por uma vida de amarguradas atribulações, tanto na Madeira como no Continente do Reino, que teve um triste epílogo com o seu desterro para Cabo Verde. Assim, em consequência das suas atividades políticas foi preso em Coimbra, em 1790 e depois expulso da Universidade, tendo de sair, para sempre, daquela cidade, embora depois, no Funchal, em 1792, fosse tabelião de notas. No período decorrido de 1792 a 1823, fez algumas visitas a Portugal Continental, talvez também ao estrangeiro, tendo uma vez estado ausente da Madeira cerca de 6 anos. Seria, por certo, durante essas mais ou menos prolongadas demoras no Continente do Reino que publicou alguns dos seus volumes de versos, que saíram a lume em Lisboa, como Poesias Lyricas de Medina, 1797; Sextinas Elegiacas ao sempre memoravel estrago na calamitosa aluvião do dia 9 de Outubro de 1803, Lisboa 1805; Zargueida, Descobrimento da Madeira, Lisboa, 1806 e Georgeida, dedicada ao comerciante Robert Page, Londres, 1819. Inocencio, no Diccionario Bibliographico Portuguez faz ainda menção às Poesias lyricas, Lisboa, 1793; Noute triste a que deu logar a morte da Ex.ma Srª. D. Carlota Margarida. Lisboa, 1792; Noites tristes de Fileno na ausencia de Marilia, Lisboa, 1805; e Elegia á deploravel morte do grande e incomparável Manuel Maria Barbosa du Bocage, Lisboa, 1806. Envolvido na devassa de 1823, foi acusado na sentença de 24 de outubro desse ano, de filiado na maçonaria e de proferir em público gravíssimas injurias ofensivas ao trono e as reais pessoas de suas majestades. Deportado por 8 anos para Angola, chegando a Cabo Verde e reconhecidos os seus préstimos como quadro administrativo, acabou ali retido, mas faleceria a 16 de julho de 1824, aos 56 anos de idade.
    A sua nora Badinha, Eugênia Martins da Vera Cruz Medina e Vasconcelos (1826-c. 1878), seria depois a mãe adotiva do poeta cabo-verdiano Eugénio Tavares (1867-1930). Filha do também madeirense Atanázio José Vera-Cruz (Funchal, 1800-) e de Isabel Correia de Afonseca, casou na ilha Brava, em 19 fev. 1849, com Sérvulo de Paula de Medina e Vasconcelos (Funchal, 1820-1854), filho do poeta Francisco de Paula de Medina e Vasconcelos (1768-1824) e de Margarida Júlia Brazão.