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Arquipelago de Origem:
Portugal
Data da Peça:
1975-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
20200303
Autor:
Oskar Pinto Lobo
Chegada ao Arquipélago:
2015-06-09 00:00:00
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Palácio do Correio Velho
Autor da Imagem:
Palácio do Correio Velho
Visite Portugal, cartaz de Oskar Pinto Lobo, 1975 (c.), Portugal

Categorias
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Descrição
Visite Portugal.
Desenho e aguarela sobre papel, 46,5 x 35 cm.
Oskar Pinto Lobo (1913-1995), 1975 (c.).
Catálogo do Palácio do Correio Velho, leilão de 15 de novembro de 2010 (n.º 285), avaliado entre 120 a 180 euros, vendido por 120 euros, Lisboa, Portugal.

Óskar Pinto Lobo (1913-1995)
Eixo programático do SNI e do Estado Novo, o turismo glamouroso e elitista, assente na pureza do ar e dos costumes regionais, cedeu o passo ao turismo de massas, à iniciativa privada e a práticas de marketing mais agressivas e abrangentes. As praias e o clima tornaram-se a locomotiva desta estratégia e o Sol, entidade intangível e felizmente fora do alcance de mãos humanas, tinha bastante potencial iconográfico, alicerçado em profundas e espirituais relações com a história da Humanidade. O astro bonacheirão esbanjava calor neste cantinho à beira-mar e vendê-lo aos turistas com as estilizações gráficas modernistas dos anos quarenta não parecia ser opção. Queimando tempo até à invasão da fotografia, fazia falta pincel voluntarioso, saturando o papel de nuances cromáticas e texturas complexas, fazendo justiça a divindade tão gasosa quanto influente. E foi um arquiteto, Oskar (Óscar Pinto Lobo, Goa 1913-Lisboa 1995) quem desempenhou a tarefa, ilustrando pictóricos e calorosos discos solares nas inúmeras publicações que ao longo das décadas de 50 e 60 venderam os estatísticos 250 dias de sol por ano a estrangeiros ávidos de luz e calor. De 1932 a 1943, Oskar teve papel relevante em jornais humorísticos e revistas infantis, de que podemos realçar o Sempre Fixe e O Senhor Doutor, com as bds Aventuras de Tom Migas e do seu Cavalo Caralinda, e as adaptações de Bucha e Estica. Foi diretor gráfico do SNI e consultor técnico da Junta de Turismo da Costa do Sol. Ao serviço de instituições oficiais e privadas ligadas ao Turismo, desenvolveu muita da sua atividade como designer e ilustrador, com presença assinalável nas publicações da Junta e nos anuários Portugal País de Turismo onde dividiu a colaboração artística com Manoel Lapa. Oskar deu uma cara à propaganda turística portuguesa por mais de uma década com os seus energéticos sóis, fonte de vida - e de divisas (Jorge Silva, in Almanack Silva, 13 dez. 2012).