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Arquipelago de Origem:
Câmara de Lobos
Data da Peça:
1934-08-08
Data de Publicação:
05/02/2022
Autor:
Fotografia Perestrelos
Chegada ao Arquipélago:
2022-02-05
Proprietário da Peça:
Museu de Fotografia da Madeira, ABM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Visita do Ministro do Comércio e Indústria a Câmara de Lobos, 8 de agosto de 1934, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Visita do Ministro do Comércio e Indústria a Câmara de Lobos.
    Visita do ministro do Comércio e Indústria, Eng.º Sebastião Garcia Ramires (1898-1952) entre 6 e 10 ago. 1934.
    Com o padre João Joaquim de Carvalho (1865-1945), pároco de Câmara de Lobos, governador civil Dr. António Correia Caldeira Coelho (1888-1979), professor José Rafael Basto Machado (1900-1966), presidente da Junta Geral do Funchal, banda filarmónica municipal e outros
    Fotografia Perestrelos, 8 ago. 1934
    Cota ABM-PHFA-F022-003000003-1223
    Câmara de Lobos, ilha da Madeira.

    António Correia Caldeira Coelho (1888-1979), de seu nome completo, António Deslandes Correia Caldeira Coelho, nasceu em Lisboa no seio da média burguesia alta, a 22 dez. 1888. Seria, depois, advogado, magistrado judicial e diplomata, tal como, pontualmente, governador civil do Funchal, mas em cuja função, na complexa consolidação e progressiva centralização do Estado Novo, embora num aparente quadro de boa aceitação local e, inclusivamente, com largos elogios ao seu desempenho, não se conseguiria manter um ano completo. O futuro governador do Funchal tinha visitado a Madeira em 1913, na direção da Tuna Académica de Coimbra, tendo uma série de amigos dentro dos quadros do Estado Novo, tendo sido nomeado a 20 dez. 1933 e tomado posse a 15 jan. seguinte. Nessa altura, definiu logo como uma das principais metas do seu trabalho o levantamento da escultura de Zarco, pronta desde 1928, que seria inaugurada a 28 maio 1934. Conseguiria, em ago., a visita à Madeira do Ministro do Comércio e Indústria, mas os principais problemas entre o Funchal e Lisboa, como os equipamentos gerais para o Turismo e outros, foram sendo sucessivamente adiados, pelo que, a 19 nov., pedia a demissão, regressando a Lisboa a 23 do mesmo mês, cidade onde viria a falecer, a 19 set. 1979.
    Professor José Rafael Basto Machado (Lisboa, 26 mar. 1900-Funchal, 20 jul. 1966), nascido em Lisboa, filho do médico madeirense Tomás Loureiro Machado e de D. Elisa Rafael Lecor Buys Basto, igualmente de uma família ligada à Madeira, veio muito novo para o Funchal, com os pais, onde faz os seus estudos secundários no liceu do Funchal, que termina no ano letivo de 1918/19, seguindo depois para o continente, matriculando-se na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, mas curso que não chegou a completar por motivos de saúde, regressando ao Funchal. Ligado em Lisboa ao movimento do Integralismo Lusitano, seria depois um dos ativos apoiantes das ideias do Estado Novo, integrando, como professor do Liceu Jaime Moniz, os quadros dirigentes da Mocidade Portuguesa, depois a comissão administrativa da Câmara Municipal da Ribeira Brava, logo em 1926 e do Funchal, da Junta Geral, que preside, a partir de 3 de março de 1934 a 14 de janeiro de 1935. A sua mais importante obra, no entanto, viria a ser a montagem da Delegação de Turismo da Madeira a partir dos inícios de 1941, a que presidirá, interinamente, a partir de 2 de julho de 1947 e, efetivo, a partir de 15 de julho do ano seguinte. A Escola Hoteleira Basto Machado do Funchal, embora somente inaugurada a 27 de outubro de 1967, já depois do seu falecimento, receberia o nome em homenagem ao seu esforço e empenhamento.