Vinho da Roda, Malvasia 2000, que deu a volta ao Mundo em 2010, Instituto do Vinho, Bordado e do Artesanato da Madeira, Funchal, ilha da Madeira.
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Descrição
Vinho da Roda
Barris de Malvasia 2000, que deram a volta ao Mundo em 2010
Fotografia de Paulo Camacho.
Instituto do Vinho, Bordado e do Artesanato da Madeira, Funchal, ilha da Madeira.
Barris do Instituto do Vinho, Bordado e do Artesanato da Madeira, de 2000, que deram volta ao mundo em 2010, no convés do navio-escola Sagres, da Marinha Portuguesa, de 55 litros da casta Malvasia. O barril embarcou no veleiro no dia 22 de janeiro de 2010, durante uma passagem feita unicamente ao Funchal com esse propósito. Regressou à capital madeirense cerca de um ano mais tarde, a 25 de fevereiro de 2011, a bordo de outro navio da Marinha. O barril passou por mais de 20 países, alguns dos quais o Vinho Madeira tem expressão comercial, como os Estados Unidos da América, o Japão e o Brasil. Mas o vinho esteve presente também no Uruguai, na Argentina, no Chile, no Peru, no Equador, no México, na China, incluindo Macau, na Coreia do Sul, na Indonésia, em Timor-Leste, em Singapura, na Tailândia, na Malásia, na União Indiana, no Egipto e na Argélia. Curiosamente, juntamente com o embarque do barril em 2010, foram mandadas igualmente 30 garrafas de Vinho Madeira, com as quais o Capitão-de-fragata, Proença Mendes, se prontificou a brindar, com os seus convidados, em cada porto de escala do navio. A iniciativa veio comprovar a veracidade da epopeia do "vinho da roda", quando os tonéis eram enviados nos porões até à Índia para apressar o processo de envelhecimento e aumentar o valor comercial. Isto porque, depois de desembarcado, no regresso, o vinho foi alvo de uma prova cega que provou isso mesmo (Texto de Paulo Camacho).
Duas pipas de Vinho Madeira, então da casta Verdelho e da colheita de 2021, foram de novo embarcadas no Navio-Escola Sagres, 10 anos depois, para acompanhar a sua viagem comemorativa por diversos portos internacionais. Durante esta travessia, o vinho voltou a estar sujeito às condições próprias de uma longa viagem marítima, recuperando simbolicamente uma prática que, há vários séculos, esteve na origem de um dos capítulos mais singulares e fascinantes da história do Vinho Madeira.