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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1890-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
27/12/2022
Autor:
Vicente Gomes da Silva (Filho)
Chegada ao Arquipélago:
2022-12-27
Proprietário da Peça:
Museu de Fotografia da Madeira, ABM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Vicente Gomes da Silva Júnior com a Orquestra Característica Madeirense de Agostinho Martins, Funchal, 1890 (c.), ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Vicente Gomes da Silva Júnior com a Orquestra Característica Madeirense de Agostinho Martins.
    (Funchal, 23/09/1857; idem, 30/05/1933) e (1841-1909)
    Com a concertina e sentado, em princípio, o professor Artur Adolfo Sarmento (1851-1916)
    Photographia-Museu Vicente's, negativo simples, vidro | Gelatina e sais de prata, VIC 28190), 1890 (c.)
    Funchal, ilha da Madeira.

    Vicente Gomes da Silva, Júnior (n. Funchal, 23/09/1857; f. Funchal, 30/05/1933), fotógrafo e empresário, filho de Vicente Gomes da Silva (1827-1906), fundador da Photographia Vicente. Iniciou em 1875 a sua atividade profissional como fotógrafo assistente na dita empresa, que veio mais tarde a administrar até à data do seu falecimento. A ele deve-se o projeto arquitetónico e a direção das obras ocorridas entre dezembro de 1886 e agosto de 1887, do corpo central do edifício onde hoje assenta o Museu de Fotografia da Madeira - Atelier Vicente's, adquirido originalmente em 1865 por seu pai. Com essa remodelação, a Photographia Vicente não só modernizou o seu serviço de captação fotográfica, como também potenciou os seus serviços de impressão gráfica, de marcenaria, de usinagem e de fundição, oficinas onde produziu com o seu pai, os mais variados móveis e adereços patentes no atelier, as varandas de ferro forjado que ornamentam a fachada do dito edifício e até mesmo algumas das primeiras impressões do “Diário de Noticias” do Funchal, na sequencia da avaria do prelo desse jornal em 1878.
    Como fotógrafo, teve um percurso assinalável, tendo captado o retrato de várias personalidades ilustres, tais como Hermenegildo Capelo (1841–1917) e Roberto Ivens (1850 – 1898), exploradores do continente africano que posaram no atelier a 12/09/1885 e D. Carlos de Bragança (1863-1908) e rainha D. Amélia de Orleães (1865-1951) por ocasião da visita régia à ilha da Madeira em 1901. Na sequência desse evento, foi agraciado pela carta régia de 6 de janeiro de 1903, com o título de “Photographo da Casa Real Portuguesa”, razão pela qual o atelier Vicente’s ostenta as armas reais da casa de Bragança.
    Foi voluntário na Companhia dos Bombeiros Voluntários do Funchal (atualmente Bombeiros Municipais/Sapadores do Funchal), que foi instituída a 24/09/1888. Alistou-se a 16/02/1889 e fez um percurso honroso, tendo recebido em 1894, um louvor da “Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários”, pelos seus atos no combate ao fogo ocorrido a 9 de abril desse ano, na rua do Phelps. Dois anos mais tarde, foi nomeado Comandante Interino desse Corpo, que veio a comandar em definitivo a partir de 4/12/1900, cargo esse que vem a abandonar mais tarde, devido às exigências inerentes à gerência da Photographia Vicente. A 31/05/1917 foi nomeado comandante honorário dessa companhia. Foi também um apaixonado pela música e fez parte da Filarmónica "Fanfarra Funchalense", que cofundou a 26/11/1878 e que esteve ativa pelo menos até 1887. Integrou também , banda filarmónica com cordofones tradicionais fundada e dirigida por Agostinho Martins (1841-1909).
    [Texto de Marco Gonçalves, por ocasião do 163.º aniversário natalício de Vicente Gomes da Silva, Júnior, in Cultura Madeira]