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Arquipelago de Origem:
Norte de Portugal
Data da Peça:
1925-00-00
Data de Publicação:
02/05/2026
Autor:
Eduardo Viana
Chegada ao Arquipélago:
2026-05-02
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Palácio do Correio Velho
Autor da Imagem:
Palácio do Correio Velho
Verso de "A Casa e a Fábrica", óleo sobre cartão de Eduardo Viana, 1925 (c.), leilão Palácio do Correio Velho, Lisboa, 2021, Portugal

Categorias
    Descrição
    Verso de A Casa e a Fábrica,
    Óleo sobre cartão, 27 x 34,52 cm.
    Eduardo Viana (1881-1967), 1925 (c.), provável assinatura e data depois rasurada pelo Autor.
    Esta obra constou na exposição Eduardo Viana - Exposição Retrospectiva, S.N.I., Palácio Foz, Lisboa 1968, cat. 32, vindo ilustrada e referênciada como sendo da Colecção António de Oliveira Ferraz, Porto. Para obra com a mesma vista, consultar: Eduardo Viana (1881-1967), Mons Musée des Beaux-Arts, Europalia, 1991, págs. 124/125, cat. 42.
    Verso com indicação do nome do proprietário e etiquetas com o número 22. Pequenos restauros. Emoldurado.
    Catálogo do Palácio do Correio Velho, leilão de Lisboa, 11 de maio de 2021, lote 244, estimado €30,000 - €60,000 e vendido por €60,000,00, Portugal

    Eduardo Afonso Viana (1881; 1967) fez o curso de Pintura da Escola de Belas-Artes de Lisboa e em 1905 foi para Paris, onde se tornou amigo de Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) e, juntamente com Amadeo e o casal Robert (1885-1945) e Sonia Delaunay (1885-1979), desenvolveu em 1916 o cromatismo tímbrico. Não chegou nunca a realizar pinturas abstractas, mas no início dos anos 20 proclamava-se cubista. O sentido moderno da cor permitiu-lhe entender a obra de Cézanne (1839-1906). Eduardo Viana realizou a sua 1ª exposição individual no Porto, na Galeria da Misericórdia, em 1920 e, em 1921 outra, em Lisboa. Nesta cidade realizará a sua terceira e última exposição individual, em 1923. Neste ano colabora em Lisboa, na exposição dos Cinco Independentes (Dórdio Gomes, Henrique e Francisco Franco, Alfredo Migueis e Diogo de Macedo). Organizou o primeiro Salão de Outono na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), em 1925, exposição que marcou uma nova fase artística no país e, logo em 1926, participa no segundo Salão de Outono, ao lado de António Soares, José Tagarro e Carlos Botelho, entre outros. Entre 1930 e 1940, Viana reside durante longos períodos em Paris e Bruxelas. Em 1965 recebe o Prémio Nacional de Arte do Secretariado Nacional de Informação e, em 1967, participa na Exposição Internacional de Bruxelas.
    No momento em que o naturalismo constituía o gosto da classe dominante em Portugal, os quadros de Viana foram os primeiros quadros modernos a ser apreciados. Para além dos sistemas cromáticos naturalistas e cézannianos, Viana acentuou a marca do seu sensualismo, dando a esta paisagem um aspecto quase tropical (texto de Pedro Dias, pub. in Marcos da Arte Portuguesa, Pub. Alfa, Lisboa, 1986, n.º 123).