Casas Madeirenses, João dos Reis Gomes e Edmundo Tavares, 1937, ilha da Madeira
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Descrição
João dos Reis Gomes (1869-1950), Casas Madeirenses, colaboração de Edmundo Tavares (1892-1983), Diário da Madeira, Funchal, 1937, ilha da Madeira.
João dos Reis Gomes (Fx. 5 jan. 1869-Id. 21 jan. 1950), oficial de Artilharia e escritor, interessou-se, sobretudo, pelo teatro, de que recolheu um importante acervo fotográfico e bibliográfico na sua Quinta Esmeraldo, a São Martinho, onde faleceu, infelizmente, parcialmente perdido com o seu falecimento, dado se encontrar no andar térreo e a propriedade ter ficado muitos anos inabitada. Frequentou as Escolas do Exército e Politécnica e foi oficial de Artilharia, onde foi promovido a major em 1916. Foi comandante da bateria de Guarnição da Madeira e Inspetor do Material de Guerra, reformando-se com esse posto. Licenciado em Engenharia Industrial, lecionou as disciplinas de Ciências, de 1900 a 1928 no Liceu do Funchal e, de 1928 a 1939, na Escola Industrial e Comercia de António Augusto de Aguiar, da qual foi diretor. Jornalista e escritor, foi fundador e redator efetivo do Heraldo da Madeira, distinguindo-se pelas suas críticas teatrais e sendo um profundo conhecedor dos assuntos desse meio, foi um dramaturgo de mérito, além de novelista, contista, crítico e filósofo de arte. Sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa (classe de Letras) e oficial e comendador da Ordem de Santiago do Mérito Científico, Literário e Artístico, teve também reconhecimento fora do país, sendo membro de honra da Federação das Academias de Letras do Brasil e oficial da Academia de França.
Edmundo Tavares (Oeiras, 8 nov. 1892-Lisboa, 9 abr. 1983) Arquiteto e professor, foi discípulo de José Luís Monteiro (1848-1942), fez o curso da Escola de Belas Artes de Lisboa entre 1903 e 1913, expondo na SNBA, em 1915, projetos de Casas de Estilização Portuguesa, tendo sido premiado com várias medalhas de bronze e prata, e no final do curso, com o prémio da mais alta classificação de todos os cursos lecionados naquela escola. Foi quarto premiado, com o escultor Maximiano Alves (1888-1954), no concurso para o monumento ao Marquês de Pombal (1913); para os edifícios dos Paços do Concelho de Guimarães e do Porto (1916); galardoado com o prémio do concurso de pensionistas arquitetos no estrangeiro do legado Valmor em Paris (1919) e Roma (1922); terceiro premiado no concurso para a construção do Liceu Dr. Júlio Henriques, em Coimbra (1930). Foi arquiteto da Câmara de Lisboa desde 1914, passando pelo Funchal, entre 1932 e 1939, e da Figueira da Foz, a partir desse ano de 1939, mas trabalhando, sempre, paralelamente, na atividade liberal, pelo que alguns dos projetos do Funchal se encontram fora das datas de estadia na Madeira.