Túmulo do infante D. Pedro e de D. Isabel de Urgel, duques de Coimbra, 1510 (c.), mosteiro da Batalha, Leiria, Portugal.
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Descrição
Túmulo do infante D. Pedro e de D. Isabel de Urgel, duques de Coimbra.
(1402-1443) e (1409-1469)
Capela do Fundador do Mosteiro da Batalha, 1510 (c.).
Restauro geral a partir de 1860.
Fotografia de 23 de julho de 2014.
Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha, Portugal.
Arquiteto | Construtor | Autor : Afonso Domingues (1386/1402): Planta inicial; igreja: alçados, abóbadas das naves e transepto e 1º registo da ábside; início do Claustro Real e da Sala do Capítulo, Refeitório, Dormitórios e Sacristia; Huguet (1402/1438): conclusão do corpo da igreja e clerestório, 2º registo e cobertura da capela-mor, conclusão do Claustro Real, construção da Capela do Fundador, Panteão de D. Duarte (Capelas Imperfeitas) e cobertura da Sala do Capítulo; Martim Vasques (1438/1448): continuação da campanha de obras anterior; Fernão de Évora (1448/1477): Claustro de D. Afonso V e respetivos anexos; Mestre Guilherme (1477/1480); ARQUITECTO PAISAGISTA: António Viana Barreto (1965); ESCULTORES: João Rodrigues (1480); João Arruda (1485), Mateus Fernandes I (pai) (1480/1515) e Mateus Fernandes II(filho) (1516/1528) (pilares e portal das Capelas Imperfeitas); João de Castilho (1520/1532); Miguel de Arruda (1533/1563) (Tribuna do Renascimento).
Cronologia
1386/1388 - Início da construção por vontade de D. João I, em comemoração da vitória na Batalha de Aljubarrota, sendo numa primeira fase erguida uma igreja provisória com a denominação de Santa Maria-a-Velha, em terrenos comprados a Egas Coelho; 1388 - Doação da "casa e mosteiro", dedicada a Nossa Senhora, à Ordem de São Domingos; 1388/1402 -1ª campanha de obras, baseada em formulários cistercienses: corpo da igreja e 1º registo da abside, portal do transepto, início do Claustro Real e Sala do Capítulo, Refeitório, Dormitórios e Sacristia; 1402/1438 - 2ª campanha de obras: conclusão da igreja, reformulação da abside, conclusão do Claustro Real, Capela do Fundador, início da construção do Panteão de D. Duarte (Capelas Imperfeitas) e cobertura da Sala do Capítulo; 1416 - Deposição dos restos mortais de D. Filipa de Lencastre na capela-mor; 1426 - Conclusão da fachada principal; em testamento D. João I refere a construção da Capela do Fundador para panteão real; 1434 - Trasladação dos restos mortais de D. Filipa e D. João I para a Capela do Fundador; conclusão das obras da igreja e capela do fundador, claustro real e dependências anexas; 1437 - Compra de terreno junto à cabeceira para a construção do Panteão de D. Duarte; 1438/1448 - 3ª campanha de obras, continuando a anterior; 1448/1477 - 4ª campanha de obras: Claustro de D. Afonso V e anexos; túmulos dos Infantes e do Rei, por João Eanes Rabuço, acaba-se a torre do relógio, lajeiam-se os Claustros, ladrilham-se varandas e aposentos; 1501/1528 - Campanhas manuelinas, sendo Álvaro da Guarda e Diogo Lopes almoxarifes e recebedores das obras, João Pires aparelhador, Diogo Seixas e Pedro Lopes escrivães, Gonçalo Pires, João Afonso, Luís Dias, Brás de Figueiredo e Afonso Carreira homens-das-obras, Rui Fernandes vedor, mestres Pedro e João vidraceiros, Diogo Anes e Salvado Pires vedores dos cabouqueiros, Fernando e Álvaro Pires assentadores, Gonçalo Rodrigues recebedor do assentamento: 2ª fase das Capelas Imperfeitas - pórtico, construção dos pilares para receberem cobertura; átrio de ligação à igreja; preenchimento das bandeiras dos arcos do Claustro Real e do corpo do lavabo, vidraças na Sacristia. O rei concede alvarás e cartas de privilégio aos mestres, oficiais e carreteiros; 1517 - D. Manuel, no seu testamento, ordena a conclusão das Capelas Imperfeitas e a sua ligação com a igreja "como melhor de achar"; Séc. 16, 2º quartel - Obras promovidas por D. João III, sendo Gaspar da Guarda almoxarife, Álvaro da Guarda recebedor do dinheiro, João Afonso de Oliveira e Roque Ferro homens-das-obras, João de Arruda; escrivão, Francisco Nunes e João Pires; aparelhadores, João Homem e Pedro Salvado, vedores: Tribuna e varanda balaustrada das Capelas Imperfeitas, claustros a E, destinados aos noviços e à Hospedaria; 1755 - O terramoto provoca queda da cúpula da Capela do Fundador e da Torre da Cegonha; 1795 - James Murphy faz um levantamento arquitetónico do Mosteiro, acrescentando elementos que não existiam (arcobotantes da Capela do Fundador, coruchéu da Cegonha, platibandas) com um aspeto mais inglês; 1811 - Ocupação pelas tropas francesas que mutilaram os túmulos e destruíram o Claustro de D. João III; incêndio nas instalações conventuais a E.; 1834 - Extinção das ordens religiosas e abandono do convento; 1836 - D. Fernando visita o Mosteiro que estava muito degradado, solicitando ao Governo um subsídio para restauro; 1840/1843 - 1ª campanha de restauros 1 pelo Eng. Militar Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque, sob responsabilidade da Direção de Obras Públicas do Distrito de Leiria, baseado nos desenhos de Murphy, o que levou a modificações e acrescentos com finalidade estética e acentuando o carácter inglês do edifício: molduras e grilhagens das janelas, pináculos dos contrafortes, vitrais e arcobotantes; 1844/1852 - Continuação das obras pelo Apontador Major Joaquim Guilherme Rebelo Palhares; 1852/1884 - Visita de D. Fernando e nomeação do Arq. Lucas José dos Santos Pereira para dirigir os restauros: demolição de dependências conventuais a E., reconstrução do coruchéu da Cegonha, cabeceira (fenestração e platibandas), Capela do Fundador (arcobotantes), Claustro Real (gigantes, bandeiras dos arcos, fonte, platibanda, pavimento), Casa do Capítulo, Refeitório e Adega (muros e telhado), portal das Capelas Imperfeitas (novas pedras lavradas), abóbadas das naves laterais, desaterro e reconstrução do adro, início do restauro do portal com substituição de toda a estatuária; 1884/1900 - José Augusto Fragoso prossegue as obras e introduz algumas alterações às propostas de Mouzinho: restauro da abóbada do cruzeiro, reconstrução dos túmulos da Capela do Fundador e colocação de novos na parede O., Capelas Imperfeitas e ligação à igreja, portal lateral, púlpito, construção de capela batismal e novos altares, restauro da Capela de Santa Maria da Vitória (posteriormente destruída); 1965 - Projeto e posterior execução da envolvente paisagística pelo Arquiteto Paisagista António Viana Barreto; 1997 - saiu do Mosteiro a Repartição de Finanças.