Tropa d'África, Jornal de campanha de um voluntário ao Niassa, Carlos Selvagem, Porto. Renascença Portuguesa, 1919, Portugal.
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Carlos Selvagem (1890-1973), Tropa d'África, Jornal de campanha de um voluntário ao Niassa, Porto. Renascença Portuguesa e Luso-Brasiliana, Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1919, Portugal.
Carlos Tavares de Andrade Afonso dos Santos (Lisboa, 13 ago. 1890; idem, 13 ago. 1973) foi um escritor que se notabilizou pelas suas obras de trama histórica e, quase sempre, de pendor marcadamente nacionalista, como as de Henrique Galvão (1895-1970), de quem era próximo, sendo coautor do Império Ultramarino Português (4 vols., 1950-1953), que chamou Operação Dulcineia, ao seu assalto ao Santa Maria, em 1961, título de uma peça de teatro de Carlos Selvagem (Dulcinéa ou a última aventura de D. Quixote, Lisboa: Editorial Aviz, 1943). Oriundo do Real Colégio Militar, onde esteve entre 1901 e 1907, tinha ali a alcunha de Selvagem, que passou a utilizar como pseudónimo, passando à Escola do Exército, onde integrou o curso de Cavalaria, tendo prestado serviço em Moçambique, no Niassa, durante a I Grande Guerra, onde voltou entre 1931 e 1934, como capitão governador de Inhambane. Entre outros trabalhos, refira-se o Portugal Militar. Compêndio de História Militar e Naval de Portugal desde as Origens do Estado Portucalense até ao fim da Dinastia de Bragança, obra encomendada por concurso público, publicada em 1931, corrigida e anotada pelo autor em 1936 e ainda reeditada em 2006.