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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1984-00-00
Data de Publicação:
09/04/2026
Autor:
Paula Rego
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-09
Proprietário da Peça:
Caixa Geral de Depósitos
Proprietário da Imagem:
Caixa Geral de Depósitos/José Fabião
Autor da Imagem:
José Fabião
The Mosquito's House, acrílico de Paula Rego, 1984, Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    The Mosquito's House,
    Acrílico sobre tela, 242 x 159 cm.
    Paula Rego (1935-2022), 1984.
    These paintings, perhaps more than any others, helped her to understand herself and those close to her.” – Nick Willing⁣ (Paula Rego’s son).
    Fotografia de José Fabião.
    Coleção da Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, Portugal.

    Tendo estudado em Londres, Paula Figueiroa Rego (Lisboa, 26 jan. 1935; Londres, 8 jun. 2022) tomou muito cedo conhecimento de certos movimentos de síntese surgidos após o informalismo. A génese da nova figuração da Paula derivou do informalismo e mediante a extraordinária capacidade de livre associação de imagens. No início dos anos 60, o expressionismo e o surrealismo deram à pintora uma distanciação em relação à escrita frígida da pop, movimento que lhe interessou, porém, pela fixação do novo ambiente urbano e pela reintrodução da narratividade. A sua temática mais frequente relaciona-se com a vida infantil, com os seus terrores, crueldades, fantasias e humor (Pedro Dias, 1986).
    Na década de 80 a artista encontra uma linguagem visual radicalmente nova para contar as suas histórias, criando um universo ambíguo e complexo de interação entre humanos, animais, vegetais e híbridos. Estas criaturas encantadas são os atores deste caleidoscópico de aventuras luxuriantes, onde impera a desordem. As obras são realizadas numa escala panorâmica e multidimensional, através de um processo criativo rápido, contínuo e fluido, num equilíbrio entre a multiplicidade de personagens e de subenredos e a totalidade da composição. O seu traço não apresenta hesitações e as personagens, humanas e animais, são fisionomicamente intuídas pelo seu preciso sentido de observação. É como diz Paula Rego: são bichos que parecem pessoas e pessoas que parecem bichos- dizendo não saber o que vem primeiro. O desenho puxa o boneco e, assim, os desenhos vão aparecendo no pincel… começo com um gesto, o resto do bicho vem atrás. Uma parte destes trabalhos esteve exposto em 2017 na Casa das História de Paula Rego, em Cascais.