Image
Arquipelago de Origem:
Grécia
Data da Peça:
1971-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
20180505
Autor:
Yannis Tsarouchis
Chegada ao Arquipélago:
2018-05-04 00:00:00
Proprietário da Peça:
Tsarouchis Foundation, Atenas
Proprietário da Imagem:
Tsarouchis Foundation, Atenas
Autor da Imagem:
Tsarouchis Foundation, Atenas
Silvano ao Piano, acrílico de Yannis Tsarouchis, 1971, Grécia

Categorias
  • Arquitectura Civil
    • Habitação
  • Fotografia / imagem
    • Costumes
    • Interiores
  • Grupos e instrumentos Musicais
    • Piano
  • Personalidades
    • Artistas
    • Pintores, gravadores e douradores
  • Pintura
    • Acrílico
Descrição
Silvano ao Piano.
Acrílico sobre cartão, 30,7 x 30,7 cm.
Yannis Tsarouchis (1910-1989), 1971
Tsarouchis Foundation, Atenas, Grécia.

Yannis Tsarouchis (1910-1989) foi um importante artista grego do século XX, embora os seus trabalhos, especialmente de pintura e abordando a vertente masculina, estejam longe de merecer total aplauso da crítica, entre alguma descontextualização e, provável oportunismo na exploração do emergente culto Gay dos anos 70 e 80. Nascido em Piraeus, estudou na Escola de Artes Plásticas de Atenas, onde se graduou em 1935, viajando nesse ano por Istambul, Paris e Itália, tendo exposto ao lado de vários movimentos artísticos Europeus. Contatou, inclusivamente, importantes artistas da vanguarda europeia, como Henri Matisse (1869-1954) e Alberto Giacometti (1901-1966), contatos que lhe abriram depois a área do design no teatro e na ópera. Regressando à Grécia em 1936, viria a ser incorporado depois no exército greco-italiano, em 1940. Pouco depois, os seus trabalhos abordando soldados e marinheiros, um pouco na linha do norte-americano Paul Cadmus (1904-1999), mas muito mais explícitos, levantariam acesa controvérsia, sendo considerados antipatrióticos. Mesmo assim, participou em exposições em Paris e Londres, estando representado na Bienal de Veneza de 1958. Com a implantação da ditadura militar grega de 1967, teve de se retirar para Paris no ano seguinte, onde trabalhou para a cantora Maria Callas (1923-1977), só regressando com a queda da ditadura, depois de 1974. Tendo-se fixado nos arredores de Atenas, aí veio a montar uma fundação com o seu nome, em 1982, falecendo em 1989.
A sua obra mais espontânea reflete a influência de Matisse, a que junta toda a cultura da antiga Grécia, sendo celebrado hoje como um representante da identidade grega, entre a tragédia, a beleza e o talento, muitas vezes vulnerável, mas também sensível, heroico e, porque não, patriótico. Em 2010, os correios gregos editaram um dos seus marinheiros como selo.