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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1959-00-00
Data de Publicação:
26/11/2021
Autor:
António Aragão
Chegada ao Arquipélago:
2021-11-26
Proprietário da Peça:
Coleção do Herdeiro
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Sem título, óleo de António Aragão, 1959, exposição De Nível, com curadoria de Martinho Mendes, Museu de Arte Sacra do Funchal, 22 de outubro de 2021, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Sem título.
    Óleo sobre platex, António Aragão, 1959
    (1921-2008)
    Coleção do Herdeiro.
    Exposição De Nível, com curadoria de Martinho Mendes, Museu de Arte Sacra do Funchal, 22.10.21 a 01.01.22.
    Fotografia de 16 de novembro de 2021.
    Rua do Bispo, Funchal, ilha da Madeira.

    O Museu de Arte Sacra do Funchal (MASF) associou-se às comemorações do centenário do nascimento de António Aragão, com uma exposição inaugurada a 22 de outubro e patente até dia 1 de janeiro de 2022. Na abertura da mostra o diretor do MASF explicou os motivos que estão por detrás desta mostra que na verdade é “uma invocação”, lembrando que António Aragão foi “uma figura multifacetada”, que deixou marcas na cultura da Madeira e portuguesa e que nos deixou um legado riquíssimo. Esta exposição procura assim divulgar o trabalho realizado por António Aragão nas áreas da história e do património regional e local, assim como na esfera das artes plásticas, designadamente no campo da pintura e da performance, através de uma narrativa que procura documentar os antecedentes e os conteúdos então apresentados nas exposições evocadas.
    De Nível. Passagens de António Aragão do Museu de Arte Sacra do Funchal” recua sobretudo aos anos 80 e de muitas formas. Inspirados numa coleção de “Recortes de Imprensa” de 1987, deixados ao Serviço Educativo pela anterior diretora do museu, Dr. Luiza Clode, sobre uma exposição de Bordado Madeira por si organizada no Museu do Traje, os “press clippings” das exposições de António Aragão no MASF, em 1980 e 1981 têm uma plasticidade e grafismo análogos.
    António Manuel de Sousa Aragão Mendes Correia (São Vicente, ilha da Madeira, 22 set. 1921; Funchal, 11 ago. 2008). Filho de Henrique Agostinho Aragão Mendes Correia e de Maria José de Sousa, frequentou o Liceu Jaime Moniz, a Escola Superior de Belas Artes e licenciou-se em Ciências Históricas-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo, em 1960, estagiado em Paris e Roma, onde frequentou ateliers de restauro. Em 1946, António Aragão ganhara o 2º prémio dos Jogos Florais da Madeira com o poema: "Presentemente", tendo depois integrado com outros autores o grupo português de poesia experimental, a partir da década de 60 e, desde muito novo, se dedicou também à pintura. Desde 1972 e até à década de 80 foi diretor do Arquivo Regional da Madeira, anteriormente designado Arquivo Distrital do Funchal, fazendo também parte da comissão diretiva do Museu da Quinta das Cruzes e sido professor da cadeira de História da Arte na Academia de Música e Belas-Artes da Madeira, mas o que deve ter sido pontual. Deixou interessante obra pública escultórica na Madeira e no Porto Santo, ilustrou a obra Canhenhos da Ilha, de Horácio Bento Gouveia (1901-1983), 1966 e deixou ainda obra historiográfica, com especial referência para o Funchal.