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Arquipelago de Origem:
Santa Maria Maior (Funchal)
Data da Peça:
2020-10-00
Data de Publicação:
17/09/2022
Autor:
Quinta da Boa Vista
Chegada ao Arquipélago:
2022-09-17
Proprietário da Peça:
Hotel Quinta da Boa Vista
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Sapatinho da Madeira da Quinta da Boa Vista, 2020, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Sapatinho da Madeira da Quinta da Boa Vista.
    Uma das mais tradicionais flores do Natal madeirense é o Sapatinho, Paphiopedilum, Lady Slipper Orchid, que floresce de dezembro a janeiro.
    Nome científico: Paphiopedilum insigne.
    Estas flores em geral têm tonalidades amarelo-acastanhadas, rosadas, esverdeadas, com labelo em forma de saco, dispostas em inflorescências racemosas e longas.
    Nome vulgar: Sapatinho de Natal.
    Família: Orchidaceae.
    Porte: Herbácea, perene, com folhas lineares em tufos.
    Origem: Sudoeste da Ásia.
    Fotografia de outubro de 2020.
    Quinta da Boa Vista, Lombo da Boa Vista, Santa Maria Maior, Funchal, ilha da Madeira.

    Quinta que em 26 de maio de 1936 fez parte das visitas das comemorações do I Centenário da Associação Comercial e Industrial do Funchal, que tiveram no Funchal a presença de José Maria Álvares (1875-1940),  presidente da Associação Industrial Portuguesa de Lisboa. Já teria passado à família Garton, que administrava o Hotel Miramar, havendo uma grande quantidade de guaches a aguarelas de Max Römer (1878-1960) dos edifícios e do jardim, desde a década de 1930, parte dos quais na antiga coleção Ronald Garton, Funchal. Já então funcionava como orquidário e, na década de 1960, era propriedade do comandante madeirense Cecil Garton, adido aeronáutico na embaixada de Londres em Lisboa e um dos pilotos da Aquila Airways, companhia aérea independente britânica, formada em 18 de maio de 1948 e sediada em Southampton, Hampshire. Era membro de uma família madeirense com origem em Leopold Garton, um cidadão inglês que trabalhara na Eastern Telegraph Company, que desde 1873 tornara a Madeira no principal nó dos cabos submarinos no Atlântico e que casara com a madeirense Carolina Passos de Freitas, a partir de então Cary Garton. Cecil Garton casou depois em 1968 com a filha de William Cooke que era um apaixonado por orquídeas e reuniu um banco de genes, de todo o mundo, criando artificialmente híbridos que deram origem aos actuais cymbidium, lycaste ou paphiopedilum. Anos depois, as senhoras Garton, Cary e Christiana, de origem francesa, mãe e ex-mulher de Cecil Garton, frequentaram e enviavam periodicamente para a residência de Salazar (1889-1970), à Rua da Imprensa à Estrela, orquídeas da ilha da Madeira, tendo 33 cartas enviadas pelo presidente do Concelho às mesmas sido doadas pela neta, à época a jovem "amiguinha" Christiana Garton (II), como Salazar se lhe refere, ao Arquivo da Torre do Tombo em 2017 (Cf. "Cartas inéditas de Salazar revelam segredos e intimidade de família inglesa", in Público, Lisboa, 26 nov. 2017).