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Arquipelago de Origem:
Ajuda
Data da Peça:
1890-00-00
Data de Publicação:
15/02/2021
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2021-02-15
Proprietário da Peça:
Palácio Nacional da Ajuda
Proprietário da Imagem:
Glória Shizaka
Autor da Imagem:
Glória Shizaka
Sala dos Archeiros, 1890 (c.), sala de entrada do Palácio da Ajuda, Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição
    Sala dos Archeiros.
    Reforma de 1890 (c.).
    Fotografia de Glória Shizaka, 2012.
    Sala dos Archeiros, hoje entrada e bilheteira do Palácio da Ajuda, Lisboa, Portugal

    O conjunto do Palácio Nacional da Ajuda é o paradigma do Neoclássico em Portugal sendo um conjunto de obras ainda hoje inacabadas. A família real perdera o Palácio da Ribeira, totalmente destruído pelo Terramoto de 1755 e pelo posterior incêndio, ficando totalmente inabitável. Para mais, o rei D. José passou, com o susto, a nunca mais dormir sob um teto de pedra, passando, quase sempre, a utilizar tendas para dormir. A residência real foi, entretanto, improvisada no Alto da Ajuda, em madeira, passando o conjunto improvisado a ter a designação de Real Barraca, assim se mantendo até que um novo incêndio, em 1794, a destruiu novamente, salvando-se a torre da Capela Real, dada a demolição do passadiço que a ligava à Real Barraca. Foi então decidido construir de raiz um novo palácio real, assunto que o príncipe regente D. João entregou ao arquiteto Manuel Caetano de Sousa (1742-1802), que apresenta um projeto perfeitamente Barroco, mas sendo o lançamento da primeira pedra celebrado a 9 de Novembro de 1795. Ainda no início da construção, chegaram a Portugal dois arquitetos vindos da escola de Bolonha e seguidores da nova corrente de inspiração neoclássica, que exerceram influência junto do Príncipe conseguindo colocar de parte o projeto barroco e propor um outro mais ao gosto da época. Estes dois arquitetos, o italiano Francisco Xavier Fabri (1761-1817) e o português José da Costa e Silva (1747-1819) vieram a ser encarregados, em 1802, de modificar o anterior projeto, tendo José da Costa e Silva defendido o aproveitamento da estrutura já construída adaptando-a ao novo projeto. As obras do Palácio Nacional da Ajuda, até pela saída, entretanto, da Família Real para o Brasil, arrastaram-se ao longo da primeira metade do séc. XIX, tendo ali trabalhando os mais importantes artistas nacionais, ou ao serviço de Portugal, como Domingos Sequeira (1768; 1837), Arcangelo Foschini (1771; 1834), Cirilo Wolkmar Machado (1748; 1823), Machado de Castro (1731; 1822) e João José de Aguiar (1769-1834), que se dedicaram à decoração dos tetos e fachadas.