Image
Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1911-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
20161101
Autor:
Mestres militares
Chegada ao Arquipélago:
2016-11-01 00:00:00
Proprietário da Peça:
Direcção do Serviço de Justiça Militar
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Sala do antigo Tribunal Militar da República, 1911 e seguintes, palácio Lavradio, Lisboa, Portugal

Categorias
  • Arquitectura Civil
    • Paços, solares e palácios
  • Arquitectura e Engenharia Militares
    • Instalações
  • Artes Decorativas
    • Estuque
    • Mobiliário e embutidos
  • Escultura
    • Gesso
    • Madeira
  • Fotografia / imagem
    • Costumes
    • Interiores
  • Personalidades
    • Engenheiros e arquitectos
    • Escultores e entalhadores
    • Militares
  • Pintura
    • Óleo
Descrição
Sala do antigo Tribunal Militar da República.
Madeira, estuque e outros materiais, 1911 (c.) e seguintes
Antigo palácio dos marqueses do Lavradio, João de Ludovice e Costa Negreiros, 1745; arquitecto militar, 1880 (c.).
Fotografia de 9 de setembro de 2016.
Direcção do Serviço de Justiça Militar, Campo de Santa Clara, Lisboa, Portugal.

Foi D. Tomás de Almeida, primeiro cardeal patriarca de Lisboa que querendo enobrecer o solar dos seus antepassados, em 1745, segundo provável traça do arquiteto João de Ludovice, mandou erigir, sobre umas casas mandadas edificar no século XVI por descendentes de D. Francisco de Almeida, 1.º vice-rei da Índia. O palácio, entretanto, deve ter tido direção de obras do arquiteto Manuel da Costa Negreiros, falecido em 1750 e que trabalhara no Palácio Barbacena, logo ao lado deste. O palácio foi logo doado ao seu sobrinho, vice-rei do Brasil, D. António de Almeida, 1.º marquês do Lavradio e que permaneceu na família até ir à praça em 1875.
Cronologia:
1745 - início da construção do palácio por D. Tomás de Almeida (1670-1754), 1º cardeal patriarca de Lisboa, em terrenos que adquirira a seu irmão, D. Luís de Almeida Portugal, 3º conde de Avintes (1669 - 1730), tendo feito demolir a residência familiar que neles existia, concluído o palácio o cardeal patriarca doou-o a seu sobrinho, também conde de Avintes, 1º marquês do Lavradio e vice-rei do Brasil, D. António de Almeida Soares Portugal de Alarcão Eça e Melo (1701-1760); 1755 - o palácio sofreu danos pouco significativos com o terramoto; 1770; - o palácio é dotado de painéis de azulejos com paisagens campestres copiadas de gravuras francesas; 1790 a 1800 - revestimento azulejar polícromo setecentista dos muros, atribuível à Real Fábrica do Rato, provavelmente orientados por Francisco de Paula e Oliveira, com a representação das armas dos marqueses de Lavradio, de vermelho, com uma dobre-cruz acompanhada de 6 besantes, tudo de ouro e bordadura do mesmo; 1865 - a Câmara Municipal de Lisboa fez ajardinar o terreiro diante do palácio; 1874 - o palácio foi à praça, por morte do 5º marquês, D. António de Almeida Portugal; 1875 - aquisição do palácio pelo Estado (por 15.300$000 réis) e início de obras de adaptação necessárias à instalação dos tribunais militares no edifício (designadamente a transformação da capela em vestíbulo para as dependências do Supremo Tribunal Militar) e redecoração de alguns compartimentos com estuques e medalhões com figuras da História de Portugal (dados de Teresa Vale e Carlos Gomes 1995).