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Arquipelago de Origem:
Porto Santo
Data da Peça:
2000-00-00
Data de Publicação:
20/06/2022
Autor:
Câmara Municipal do Porto Santo
Chegada ao Arquipélago:
2022-06-20
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal do Porto Santo
Proprietário da Imagem:
Junta de Freguesia do Porto Santo
Autor da Imagem:
Junta de Freguesia do Porto Santo
Rua Brigadeiro Couceiro, 1860 (c.) e 2000 (c.), Porto Santo, Região Autónoma da Madeira

Categorias
    Descrição
    Rua Brigadeiro Couceiro.
    Brigadeiro António Rogério Gromicho Couceiro (1807-1862), governador civil e militar entre 1856 e 1858
    Reforma de 1860 (c.) e de 2000 (c.).
    Fotografia da Junta de Freguesia do Porto Santo, 2021.
    Rua Brigadeiro Couceiro, Porto Santo, Região Autónoma da Madeira.

    António Rogério Gromicho Couceiro (1807-1862)
    Nascido em Elvas, a 13 de março de 1807, alistou-se como soldado no Regimento de Infantaria nº 16, a 11 de setembro de 1826. Defensor da causa liberal, veio a participar ativamente na Guerra Civil e terminada a guerra, retomou os estudos e depois de concluído o curso de Artilharia, formou-se em Matemática pela Universidade de Coimbra e foi nomeado Lente da Academia Politécnica do Porto. Graduado em brigadeiro em setembro de 1852, foi nomeado, a 12 de abril de 1856, governador civil e comandante militar da Madeira, lugar de que tomou posse a 1 de junho desse ano. Um mês depois de tomar posse, a Madeira seria atingida pelos primeiros casos de uma terrível epidemia de cólera morbus que, em quatro meses, vitimaria quase cerca de oito para dez mil pessoas, flagelo que viria a condicionar toda a sua atuação, tendo, inclusivamente e antes de ter autorização de Lisboa, desviado as verbas daquelas obras e de outras para fazer face à situação. O governador foi uma das figuras centrais no combate à epidemia, recebendo os maiores elogios pelo seu trabalho e, no final da epidemia, visitou algumas das freguesias da Madeira para localmente se inteirar do que se passara e, inclusivamente, o Porto Santo, o que muito poucos governadores haviam feito. Ainda tendo procedido a eleições, a 3 de outubro de 1857 deixava a Madeira, sendo nomeado para a pasta da Guerra, lugar que ocuparia entre 1857 e 1859. Veio a falecer em Lisboa, a 22 de junho de 1862, quando contava 55 anos de idade.
    Pub. Nulita Raquel Freitas Andrade, A Epidemia de Cólera na Madeira (1856): Das Políticas Régias às Práticas Locais”, in Arquivo Histórico da Madeira, Nova Série, n.º 4, Funchal, 2022, pp. 299-316;