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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1960-00-00
Data de Publicação:
30/07/2021
Autor:
Photographia Museu Vicentes
Chegada ao Arquipélago:
2021-07-30
Proprietário da Peça:
Rolleiflex
Proprietário da Imagem:
Photographia Museu Vicentes
Autor da Imagem:
Photographia Museu Vicentes
Rolleiflex de João Pestana, 1960 (c.), exposição de homenagem na Photographia Museu Vicentes, maio de 2021, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Rolleiflex de João Pestana
    1960 (c.).
    João Pestana (1929-2017),
    Fotografia de 3 de maio de 2021
    Exposição de homenagem na Photographia Museu Vicentes, Funchal, ilha da Madeira.

    "Eu nunca tenho idade", diz [João Pestana]. Aprendeu a arte com "gente que sabia". Prepara, neste momento, uma exposição em Espanha e outra nos Açores. O abstraccionismo e o figurativo misturam-se. Mas nem sempre foi assim. O interesse pela íris da máquina, pela impressão do momento, acontece, ainda, nos primeiros tempos de liceu. A fotografia, por via da família Vicente, pioneira do ofício no início do século XIX, fez escola na Madeira. João Pestana é a prova de laboratório. Ingressa nos serviços de topografia e geodesia da autarquia funchalense. Em Julho de 1963, faz a sua primeira exposição com carácter profissional. Nas décadas de 50 e 60 integrou o grupo de fundadores do Cineclube do Funchal, associação considerada "subversiva" pelo Estado Novo, do qual Herberto Helder fez parte enquanto viveu na Madeira. Ligado ao Cineclube cria-se o primeiro grupo de Teatro Experimental do Funchal onde Pestana interpretou quatro peças - O Doido e a Morte (Raul Brandão), A Cantora Careca (Eugène Ionesco), O Urso e Um Pedido de Casamento (Anton Tchekov) -, entrando ainda em vários filmes rodados na ilha, como actor, assistente de realização ou de produção. Trabalhou com o director de fotografia Jean Rabier em Ilhas Encantadas, de Carlos Vilardebó, rodado na Madeira (1964), para António da Cunha Telles. Conheceu então Amália Rodrigues (protagonista do filme) e o fotógrafo Augusto Cabrita. Em 1961 já tinha colaborado em Ribeira da Saudade, de João Mendes. Mas é a fotografia que impera na vida deste homem para quem "não basta pegar na máquina e disparar". João Pestana bebeu cedo o sentido do enquadramento, o que era medir uma luz olhando para o céu. Lília Bernardes (1956-2016), "João Pestana, «Ainda durmo com máquina à cabeceira»", in Diário de Notícias, 22 dez. 2007