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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1770-00-00
Data de Publicação:
16/06/2021
Autor:
Escola portuguesa
Chegada ao Arquipélago:
2021-06-16
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Cabral Moncada Leilões
Autor da Imagem:
Cabral Moncada Leilões
Retrato de Sebastião José de Carvalho e Melo, 1º marquês de Pombal, óleo de 1770 (c.), coleção particular, Portugal

Categorias
    Descrição
    Retrato de Sebastião José de Carvalho e Melo, 1º marquês de Pombal
    (1699-1782).
    Óleo sobre tela, 53 x 44 cm.
    Escola portuguesa séc. XVIII (2ª metade).
    Antiga coleção Jan Tomaszewski, 1948 (informação no verso da tela)
    Cabral Moncada, Leilões, leilão 194, 29 de maio de 2018, lote 235, avaliado entre 1.800 e 2.700 euros, vendido por 2.300.

    Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), depois conde de Oeiras e marquês de Pombal, nasceu em Lisboa no dia 13 de maio de 1699. Filho de Manuel de Carvalho e Ataíde e de Teresa Luísa de Mendonça e Mello, fidalgos e ascendentes de uma dinastia de desembargadores, foi o mais velho de doze irmãos, dos quais se destacam Paulo António de Carvalho Mendonça (1702-1770) e Francisco Xavier de Mendonça Furtado (1701-1779), depois fiéis colaboradores do irmão. Ingressou na carreira militar, mas a curto prazo entrou para o curso de Direito na Universidade de Coimbra e dedicou-se depois ao estudo da história e política. Em 1723 casou-se com Teresa de Noronha e Bourbon Mendonça e Almeida e, em 1733, foi nomeado membro da Real Sociedade de História por D. João V (1689-1750). No dia 2 de outubro de 1738, numa consolidação de aliança luso-britânica, foi nomeado embaixador de Portugal na corte de Londres. Sua esposa muito doente não pode acompanhá-lo falecendo no mesmo ano.
    Em 1743, Pombal retornou para Lisboa e, no ano seguinte foi nomeado embaixador de Portugal na corte de Viena, na Áustria. Chegou a Viena em 17 de abril de 1745 e, nesse mesmo ano casou-se com Maria Leonor Ernestina Daun, condessa de Daun, de quem haveria de ter 7 filhos. Ficou em Viena até 1748 com a finalidade de atuar como mediador no conflito entre o papa e a rainha da Hungria e da Boêmia, imperatriz Maria Teresa. Em 1749 encerrou sua missão em Londres, onde oficialmente se mantinha e retornou a Lisboa.
    No dia 31 de julho de 1750, morre o rei D. João V e assume o trono de Portugal, seu filho o rei D. José I (1714-1777). No dia 2 de agosto do mesmo ano, Pombal foi nomeado Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, um dos três ministérios que concentravam as decisões do reino. Não tardou em assumir os mais diversos encargos, tornando-se, com surpresa da corte, o mais influente membro do gabinete. Durante quase trinta anos exerceria no país um poder quase absoluto. Logo procurou pôr em prática uma política de monopolização do comércio e de equilíbrio das importações com as exportações das mercadorias portuguesas, tentando impedir a exportação do ouro para a Inglaterra. A partir de 1753, inspirado no modelo inglês, criou várias companhias de comércio, entre elas, da Ásia, do Grão-Pará e Maranhão, de Pernambuco e Paraíba, e das vinhas do Alto Douro, que comandavam as atividades econômicas e monopolizavam os negócios do reino.
    Em 1755 já era Secretário de Estado dos Negócios Interiores do Reino e, com o terramoto de 1 de novembro, assume progressivamente o controlo do governo. Com a tentativa de regicídio, em setembro de 1758, desenvolve-se o processo dos Távoras, consumado e 12 de janeiro de 1759, a 15 de junho era conde de Oeiras e, 3 de setembro, expulsos os jesuítas, o conde de Oeiras, em 16 de setembro de 1769, era elevado a Marquês de Pombal. Com a morte de D. José, a 24 de fevereiro de 1777, a 4 de março era afastado.
    O Marquês de Pombal faleceu em Pombal, no dia 8 de maio de 1782.