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Arquipelago de Origem:
Damão
Data da Peça:
1730-00-00
Data de Publicação:
13/09/2020
Autor:
Oficina indo-portuguesa local
Chegada ao Arquipélago:
2020-09-13
Proprietário da Peça:
Capela de Nossa Senhora do Rosário de Damão
Proprietário da Imagem:
Mónica Esteves Reis/Universidade do Algarve
Autor da Imagem:
Mónica Esteves Reis
Retábulo colateral de Santana e a Virgem da capela de Nossa Senhora do Rosário de Damão, talha de 1730 (c.) e seguintes, Damão Grande, Índia

Categorias
    Descrição

    Retábulo colateral de Santana e a Virgem.
    Talha dourada e policromada de oficina indo-portuguesa local, 1730 (c.) e seguintes.
    Damão, antiga Província do Norte do Estado Português da Índia.
    Fotografia de Mónica Esteves Reis, 1 de fevereiro de 2007.
    Capela de Nossa Senhora do Rosário de Damão, Praça da Câmara, Damão Grande, Moti Daman, território de Damão e Diu, estado de Gujarate, União Indiana.


    A igreja de Nossa Senhora do Rosário de Damão supõe-se que date de 1560. Segundo a lenda existia neste lugar um eremitério dedicado a Nossa Senhora Mãe de Deus, que depois foi transformado na atual, consagrada a Nossa Senhora do Rosário no princípio do século XVII.
    A cidade de Damão está situada na foz desse rio, sendo por ele dividida em Moti Daman (Damão Grande), a sul, e Nani Daman (Damão Pequena), a norte. A dimensão é inversa à que resulta das medidas lineares e de superfície, mas direta no que respeita à monumentalidade, pois Damão Grande é a cidade contida dentro de um dos perímetros abaluartados simultaneamente de maior impacto e perfeição contidos nesta edição. Na frente de Damão Pequena foi erguida entre 1615 e 1627 uma pequena joia da engenharia militar portuguesa, o Forte de São Jerónimo. O porto de Damão, desde sempre prejudicado por uma barra estreita e baixa, é ainda um dos pontos de encontro da vida social e económica da cidade, com especial relevo para o comércio, mas também para a pesca, com os seus barcos mantendo viva a tradição da carpintaria naval. Com efeito, as florestas de teca do interior fizeram com que até 1871 a cidade mantivesse um ativíssimo e reputado arsenal – uma Ribeira das Naus, como referem alguns documentos escritos e iconográficos – do qual saíram inúmeras embarcações. A ponte que une ambas as margens é já posterior ao período da soberania portuguesa, pois durante o domínio português a travessia fazia‐se em barcas (Walter Rossa).

    A ilha da Madeira mobilizou uma segunda companhia com destino à antiga Índia Portuguesa, que embarcou em abril de 1957, com o destino específico a Damão. O embarque conheceu alguma solenidade, com formatura na doca do porto do Funchal e registando-se a presença do comandante João Inocêncio Camacho de Freitas (1899-1969), então governador civil e demais autoridades insulares. Para a mesma companhia, por iniciativa do padre Carlos Jorge de Faria e Castro (1888-1971), ativo jornalista e publicista, que depois haveria de servir também na Índia, se reuniram fundos para a execução de uma imagem de Nossa Senhora do Monte para ser oferecida, em nome da população madeirense, aos militares em serviço em Damão, que embarcou a 2 de fevereiro de 1958 e ficou depois, a pedido da população, na capela de Nossa Senhora do Mar de Damão Pequeno. Pub. Francisco Lameira, Retábulos no Mundo Português, Promontoria Monográfica, História da Arte 20, Faro, Universidade do Algarve, 2020, p. 100, Portugal