Residência da quinta da Palmeira, 1881 e 1940, Funchal, ilha da Madeira
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Descrição
Residência da quinta da Palmeira.
Campanha de 1881 (c.) a 1940
Fotografia de 27 de outubro de 2017.
Quinta da Palmeira, Funchal, ilha da Madeira.
A Quinta da Palmeira, situa-se numa encosta com entrada principal à Rua da Levada de Santa Luzia, disposta em terraços, nos quais se estende o jardim com numerosas espécies botânicas exóticas com dimensões excecionais. Os terrenos onde foi construída, pertenciam a uma casa e capela vinculada por ordem de Bento da Veiga, situada na freguesia do Monte.
A Quinta teve vários proprietários que realizaram melhoramentos e foi em 1881, aquando da demolição da construção existente que se edificou a estrutura base atual. Em 1908 a quinta é adquirida por Harry Hinton (1859-1948) que ainda transformou e ampliou a casa e os jardins. Devido aos incêndios que assolaram a ilha em agosto de 2016, a Quinta encontra-se encerrada ao público e parte da flora existente na Quinta foi destruída, encontrando-se agora em processo de recuperação.
Harry Hinton (Funchal, 8 jan. 1859; idem, 16 abr. 1948). Filho de William Hinton e de Mary Wallas, veio a juntar o património do pai e do sogro que transformou e ampliou para o tratamento da cana sacarina, de que se haveria de tornar monopolista na produção de açúcar e álcool na Madeira. Mesmo com o célebre processo da Questão Hinton, pelo qual perderia o monopólio em 1919, adquiriu depois a fábrica de São Filipe, voltando a deter os mesmos monopólios. Entusiasta do futebol era presidente honorário do Club Sport Marítimo. Harry Hinton casou em 2.ªs núpcias com D. Isabel da Câmara e Vasconcelos do Couto Cardoso, que havia sido casada com John Frothingham Welsh (1870-1958), tendo o filho desta, George Welsh (1895-1981), herdado o importante património Hinton.