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Arquipelago de Origem:
Holanda
Data da Peça:
1899-05-00
Data de Publicação:
02/08/2022
Autor:
Não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2022-08-02
Proprietário da Peça:
Illustração Portugueza
Proprietário da Imagem:
Illustração Portugueza
Autor da Imagem:
Illustração Portugueza
Representantes portugueses à Conferência Internacional de Paz de Haia, maio de 1899, Holanda

Categorias
    Descrição
    Representantes portugueses à Conferência Internacional de Paz de Haia.
    José Ribeiro da Cunha (1854-1915), secretário da delegação; Agostinho de Ornelas de Vasconcelos Esmeraldo Rolim de Moura (1836-1901), Ministro Plenipotenciário em S. Petersburgo; Conde de Macedo (Henrique de Macedo Pereira Coutinho, 1843-1910), Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em Madrid; conselheiro capitão-de-mar-e-guerra Augusto de Castilho (1841-1912), delegado técnico naval; Conde de Selir (João Carlos da Horta Machado de França, 1857-1910), Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em Haia; Capitão do Corpo do estado-Maior Ayres D’Ornellas (1866-1930), delegado técnico militar.
    Fotografia de Haia (?), maio a junho de 1899, Holanda.

    José Ribeiro da Cunha (II) (1854-1915). Nascido na área de Algés a 5 de dezembro de 1854, era filho do importante financeiro também José Ribeiro da Cunha (1813-1883), que tinha feito fortuna na exploração do contrato de tabaco e, entre 1871 e 1877, levantou um palacete na área da Patriarcal Queimada, hoje Largo Príncipe Real, nos finais do século passado sede da reitoria da Universidade Nova de Lisboa. O filho, bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, tendo casado no Funchal com Josefina de Ornelas e Vasconcelos de Castelo Branco Manoel (1864-1919), filha do 2.º Barão de São Pedro (1837-1911) , quadro superior do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o sogro chamou-o à carreira diplomática, sendo governador civil do Funchal com o gabinete Regenerador Hintze-Franco (1849-1907) e (1855-1929), entre 9 de abril de 1896 e 4 de fevereiro de 1897. Ribeiro da Cunha secretariou depois a delegação portuguesa à Conferência de Paz de Haia, em 1899, que integrava o conselheiro Agostinho de Ornelas de Vasconcelos (1836-1901) e o filho Aires de Ornelas (1866-1930) , sendo colocado à última hora, de novo, como governador do Funchal para receber a Visita Régia de junho de 1901. Voltaria a ocupar o lugar em 1906 e, ainda em 1910, estando em São Lourenço quando se deu a aclamação da República, sendo assim o único que ocupou este lugar por quatro vezes. Viria a falecer, em Lisboa, a 14 de maio de 1915, atingido por estilhaços de uma granada lançada contra a sua residência no Alto de Santa Catarina.
    Agostinho de Ornelas e Vasconcelos Esmeraldo Rolim de Moura (Funchal, 14 mar. 1836; Niedervalluf, Alemanha, 6 set. 1901) Filho do morgado Aires de Ornelas e Vasconcelos, cursou o Liceu do Funchal e depois a Universidade de Coimbra, onde se licenciou na faculdade de Direito, enveredando pela carreira diplomática. Passou então pelas delegações portuguesas de Washington, Rio de Janeiro, São Petersburgo, Viena de Áustria e Londres, de onde regressou em Dezembro de 1867, dedicando-se então à política. Seria par do Reino em 1874 e ainda representou Portugal em várias reuniões internacionais. Foi um notável escritor e tradutor, dados os seus profundos conhecimentos, especialmente, na língua alemã.
    Aires de Ornelas e Vasconcelos (Camacha, 5 mar. 1866; Lisboa, 14 dez. 1930) era filho do morgado Agostinho de Ornelas e Vasconcelos e D. Maria Joaquina Saldanha da Gama, tendo casado com D. Maria de Jesus de Sousa e Holstein e sido oficial do Exército nas campanhas coloniais, em Moçambique, onde fora chefe-de-estado-maior de Mouzinho de Albuquerque (1955-1902). Tendo entrado para a camara alta das Cortes, em 1901, em 1905 passava a governador de Lourenço Marques e, depois, a ministro da Marinha e Colónias, organizando a viagem de instrução do príncipe real D. Luís Filipe (1887-1908) às colónias em 1907. Com a implantação da República pediu a exoneração do Exército, passando a residir no estrangeiro, mas mesmo assim ainda representou a Madeira como deputado nas eleições de 1919, na República Nova e depois de se envolver pessoalmente na Revolta de Monsanto do ano anterior, para reimplantar a Monarquia. Passou depois a lugar-tenente do rei D. Manuel II (1889-1932) e, residindo pontualmente na Camacha, organizou a Cruzada de Nuno Álvares e, em 1927, veio a levantar o monumento ao Sagrado Coração de Jesus com Cristo-Rei, na Ponta do Garajau, inaugurado a 30 out. 1927 com uma segurança dos escuteiros de Portugal.