Réplica de quadrante náutico, 1913 (c.), Instituto Superior Técnico de Lisboa, Portugal
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Descrição
Réplica de Quadrante
Madeira, 37 cm (raio)
Instituto Superior Técnico de Lisboa, Portugal
Pub. in Os Portugueses no Golfo, 1507–1650, uma história interligada, The Portuguese in the Gulf, 1507–1650, an interlinked history, catálogo de exposição na Feira do Livro do Emirado de Sharjah, Emirados Árabes Unidos, 1–12 novembro 2023, com coordenação científica de José Pedro Paiva e Roger Lee de Jesus, apresentação/introdução de Ahmed Bin Rakkad Al Ameri, presidente da Sharjah Book Authority, Centro de História de Sociedade e Cultura da Universidade de Coimbra, Imprensa da Universidade, março de 2023, nº 7, pp. 30 e 31.
O quadrante e o astrolábio são instrumentos muito antigos usados para medir a altitude de um astro como uma estrela acima do horizonte. Têm que ser suspensos para se manterem imóveis na vertical durante a observação. Foram usados como instrumentos náuticos nas navegações dos portugueses juntamente com o prumo, a ampulheta, a bússola, a balestilha e outros que lhes sucederam. O quadrante náutico foi um dos primeiros instrumentos astronómicos a ser usado pelos pilotos em Portugal. O quadrante media a hora a partir da altura do Sol mas a bordo era usado para medir a altura da estrela Polar. Servia para conhecer a localização no mar através do cálculo da latitude, mas para a observação do Sol era preferido o astrolábio náutico.
O quadrante náutico em exposição é um modelo construído em madeira e metal, no início do século XX, para uso pedagógico no Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra. Os quadrantes náuticos usados nas embarcações portuguesas dos séculos XV e XVI eram construídos em madeira, por isso não se encontram quadrantes desta época nas coleções dos museus, pois não resistiram ao ambiente marinho.
O quadrante tem 37 cm de raio e tem o limbo graduado de zero a noventa graus, na aresta curva. Numa das arestas retas apresenta dois conjuntos de pínulas de latão por onde se vê, ou “se enfia”, o astro. Um tem orifícios muito finos para a observação do Sol e o outro tem orifícios maiores para a observação de estrelas ou planetas. Do vértice (no centro do círculo), sai um fio de prumo que permite ler o ângulo ou altura do astro na graduação do limbo.[Pedro J. E. Casaleiro]