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Arquipelago de Origem:
Prazeres
Data da Peça:
1920-00-00
Data de Publicação:
01/06/2021
Autor:
Artista local
Chegada ao Arquipélago:
2021-06-01
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Paulo Ladeira
Autor da Imagem:
Paulo Ladeira
Remate de telhado com cabeça de menino com barrete de vilão, 1920 (c.), Prazeres, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Remate de telhado com cabeça de menino com barrete de vilão
    Exemplar único de barro cosido de oficina regional, 1920 (c.)
    Edifício de alvenaria mista pintada coberta a telha marselha e com remates com cabeça de menino.
    Fotografia de Paulo Ladeira.
    Prazeres, ilha da Madeira.

    Nos extremos dos beirais dos telhados, e por vezes nas cumeeiras, observam-se uma grande diversidade de figuras, chamadas de remates de telhado, a maioria em cerâmica e alguns em cimento. Tiveram uma grande aplicação a partir de finais do séc. XIX e ao longo da primeira metade do séc. XX, continuando o seu emprego, embora pontual, até aos dias de hoje, o que individualiza a arquitetura popular da Madeira. A grande maioria eram feitos em olarias regionais, como a Funchalense e a do Lazareto. A sua grande utilização está associada à construção de novas habitações, a maioria com cobertura em telha marselha em detrimento do colmo e da telha portuguesa, e ao regresso de emigrantes, com melhores condições económicas e que devem ter influenciado este gosto. As figuras empregues estão associadas à simbologia de proteção, religiosidade, espiritualidade, superstição, desejo de fertilidade, abundância, afirmação, podendo o mestre ou o proprietário da habitação utilizado um determinado motivo apenas por uma questão de gosto pessoal ou da existência no mercado. Existem figuras, das mais simples às mais exuberantes, por vezes com variantes de uma temática. Observam-se cabeças humanas (meninos, senhoras, nobres, fidalgos), animais (pombas com asas abertas e fechadas, várias raças de cães, galos, papagaios, coelhos, gatos – por vezes assemelhados a porcos), grifos/dragões, folhagens de acanto e pontas de seta. Alguns deles são raros como os grifos e os galos. (Texto de Paulo Ladeira/DRAC)