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Arquipelago de Origem:
Estados Unidos da América
Data da Peça:
1930-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
03/05/2021
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2021-05-03
Proprietário da Peça:
Museu universitário?
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Remate de máscara do povo Ejagham ou Ekoi da Nigéria e mapiko dos Makondes de Moçambique, 1930 (c.), museu universitário dos Estados Unidos da América

Categorias
    Descrição
    Remate de máscara do povo Ejagham ou Ekoi da Nigéria e mapiko dos Makondes de Moçambique.
    Madeira pintada e patinada assente em fibra vegetal e pele de antílope.
    Escultor Ekoi e Makonde, 1930 (c.).
    Remate de máscara que também aparece nos Camarões.
    Fotografia 2016.
    Museu universitário dos Estados Unidos da América.

    Os Ejagham, também conhecidos como Ekoi, são um povo que habita tradicionalmente desde a extremidade do sudeste da Nigéria até o norte do Camarões. A sua máscara mais tradicional possui chifres, revestimento de pele de antílope e é janiforme, isto é, possui a representação de duas faces, neste caso, opostas e apresentando simetrias. Essa característica faz referência aos pares de opostos existentes na natureza e o equilíbrio entre as forças: o masculino e o feminino; o selvagem (reino animal) e o civilizado (reino dos seres humanos); o mundo ancestral e o mundo dos vivos. Essa particularidade compõe aspetos da cosmologia e da visão do mundo Ekoi, em que as representações do equilíbrio e da harmonia entre os opostos demonstram o aspeto dual do universo. Assim, são incluídos outros tipos de contrastes mais ou menos abstratos como as noções de justiça e injustiça, vida e morte, noite e dia, etc. Estas máscaras faziam parte da associação ngbe, que a utilizavam em funerais e em ritos iniciáticos. Essas obras compõem um conjunto de máscaras que são utilizadas no controle social, isto é, na manutenção e recuperação da ordem e equilíbrio da comunidade. É comum elas apresentarem escarificações em formato circular. As escarificações são cicatrizes na pele que servem como indicadores de identidade e hierarquia de seu portador. As duas faces da máscara possuem um aspecto de carranca que, além de ser uma convenção estética da produção artística Ekoi ou Ejagham, mostra sua força e rigor. Atualmente, essas máscaras caíram em desuso.
    Para muitas culturas de África, “bela” é aquela máscara que é eficaz, ou seja, aquela que cumpre bem a sua função. Portanto, se quisermos compreender a produção artística africana, temos de nos desprender de nossas próprias conceções sobre o que é o belo e o que é o feio. Pub. in África em Artes, Juliana Ribeiro da Silva Bevilacqua e Renato de Araújo da Silva, São Paulo, Museu Afro Brasil, 2016, Brasil, p. 22.