Receção do capitão-de-fragata José Eduardo de Sousa Luís na sua câmara do NRP Sagres, Funchal, 16 de setembro de 2026, ilha da Madeira
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Receção do capitão-de-fragata José Eduardo de Sousa Luís na sua câmara do NRP Sagres
Com Isabel de Gouveia e Eugénio Perregil.
NRP Sagres no porto do Funchal no regresso da viagem de participação nos 250 Anos da Independência dos Estados Unidos da América, onde se deslocou com os dois barris de Verdelho 2021, que estiveram, assim, quatro meses no mar.
Fotografia de Eugénio Perregil, Funchal, 16 de setembro de 2026, ilha da Madeira.
Duas pipas de Vinho Madeira, da casta Verdelho e da colheita de 2021, foram embarcadas no Navio-Escola Sagres, sob o comando do capitão-de-fragata José Eduardo de Sousa Luís, para acompanhar a sua viagem comemorativa por diversos portos internacionais, tendo durante a travessia, o vinho sido sujeito às condições próprias de uma longa viagem marítima, recuperando simbolicamente uma prática que, há vários séculos, esteve na origem de um dos capítulos mais singulares e fascinantes da história do Vinho Madeira. 10 anos antes, dois barris de 55 litros cada, da casta Malvasia, deram volta ao mundo em 2010, também no convés do navio-escola Sagres, da Marinha Portuguesa. Embarcaram no veleiro no dia 22 de janeiro de 2010, durante uma passagem feita unicamente ao Funchal com esse propósito, regressou à capital madeirense cerca de um ano mais tarde, a 25 de fevereiro de 2011. Os barris passaram por mais de 20 países, alguns dos quais o Vinho Madeira tem expressão comercial, como os Estados Unidos da América, o Japão e o Brasil. Mas o vinho esteve presente também no Uruguai, na Argentina, no Chile, no Peru, no Equador, no México, na China, incluindo Macau, na Coreia do Sul, na Indonésia, em Timor-Leste, em Singapura, na Tailândia, na Malásia, na União Indiana, no Egipto e na Argélia. Curiosamente, juntamente com o embarque do barril em 2010, foram mandadas igualmente 30 garrafas de Vinho Madeira, com as quais o Capitão-de-fragata, Proença Mendes, se prontificou a brindar, com os seus convidados, em cada porto de escala do navio. A iniciativa veio comprovar a veracidade da epopeia do "vinho da roda", quando os tonéis eram enviados nos porões até à Índia para apressar o processo de envelhecimento e aumentar o valor comercial.