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Arquipelago de Origem:
Santana
Data da Peça:
2017-00-00
Data de Publicação:
13/04/2021
Autor:
Parque Florestal das Queimadas
Chegada ao Arquipélago:
2021-04-13
Proprietário da Peça:
GR/Parque Florestal das Queimadas
Proprietário da Imagem:
Parque Florestal das Queimadas
Autor da Imagem:
Parque Florestal das Queimadas
Receção da Casa de Abrigo das Queimadas, reforma de 2015 (c.), Santana, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Receção da Casa de Abrigo das Queimadas.
    Reforma da Junta Geral de 1945 (c.) e do GR de 2015
    Parque Florestal das Queimadas.
    Fotografia de 2017.
    Santana, ilha da Madeira.

    A Casa de Abrigo das Queimadas foi construída no primeiro quartel do século XX, numa arquitetura inspirada nas casas típicas de Santana, cobertas de colmo, que são uma referência regional, mas só deve ter adquirido a atual configuração por 1945, como a registou Max Römer (1878-1960) em 1948 (Coleção da Câmara Municipal de Santana). A construção fez parte de um conjunto de abrigos de montanha construídos na Madeira, a partir da segunda metade do século XIX. Pelas Queimadas passa a levada do Caldeirão Verde, cuja construção decorreu entre 1877 e 1904. Em 1949 e 1950 as obras para a sua conclusão ficaram registadas na Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal, a autoridade executiva da Madeira, na altura e, nos anos seguintes, foram adquiridos materiais de decoração e feitas melhorias para garantir um maior conforto. A casa passou a servir a sua função de apoio aos visitantes dos percursos pedonais do Caldeirão do Inferno e do acesso ao Pico das Pedras, todos com passagem pelo Parque Florestal das Queimadas. A escritora Maria Lamas (Maria da Conceição Vassalo e Silva, Torres Novas, 6 out. 1893-Lisboa, 6 dez. 1983) escreveu na sua obra O Arquipélago da Madeira, Maravilha Atlântica, de 1956: “Quem partir de Santana, encontrará o oásis florido das Queimadas, com a sua casa de colmo, revestida interiormente de preciosas madeiras da região – o vinhático e o til – e com a sua lareira reconfortante para quem chega trespassado pela aragem cortante e pela humidade de que aquelas paragens estão impregnadas”.