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Arquipelago de Origem:
Monte
Data da Peça:
2022-12-18
Data de Publicação:
14/01/2023
Autor:
Paula Abreu/JM
Chegada ao Arquipélago:
2023-01-14
Proprietário da Peça:
SRTC
Proprietário da Imagem:
Jornal da Madeira
Autor da Imagem:
JM
Quinta do Monte: 387 mil euros gastos no recheio do Museu do Romantismo, JM Destaque, 18 de dezembro de 2022, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Quinta do Monte: 387 mil euros gastos no recheio do Museu do Romantismo
    Paula Abreu, JM Destaque, 18 de dezembro de 2022.
    Quinta do Monte em reabilitação para Museu Romântico.
    Monte, Funchal, ilha da Madeira.

    Cronologia da Quinta do Monte:
    1802 - Construção da quinta de veraneio pelo comerciante inglês James David Webster Gordon, em terrenos aforados aos morgados: Pedro Agostinho Pereira de Agrella e Camara, João José de Ornelas Cabral e José Joaquim de Bettencourt e Freitas; 1826 - reconstrução do edifício principal para residência de James David Gordon (1783-1850) e da mulher Theodosia Arabella Pollock, casados nesse ano; 1840 - estadia de Andrew Picken (1815-1845)para pintar a quinta, representando os filhos do casal; 1842, 1 ago. - estadia na quinta do príncipe Adalberto da Prússia (1811-1873), que foi acompanhado por Andrew Picken e pelos filhos do casal Gordon na visita ao parque e jardim, que considera paradisíaco, repleto de flores esplêndidas, muitas exóticas e árvores de todos os cantos do Mundo; após o seu falecimento a quinta foi herdada pelo seu filho mais velho, o major Webster Thomas Gordon, que no ano seguinte o lega a seu irmão Russel Manners Gordon, o qual introduziu vários melhoramentos na propriedade mandando-a murar; 1859, nov. ou dez. - visita à quinta da princesa Carlota de Saxe-Coburgo (Bruxelas, 7 Jun. 1840; idem, 19 Jan. 1927), então Carlota de Habsburgo, pois casara com o arquiduque Maximiliano, depois imperador do México, que refere ter estado ali com Mrs. Gordon, "uma inglesa muito simpática", cujo filho casara em Londres com uma Torre Bela, Filomena Gabriela Correia Brandão Henriques de Noronha, filha do 2º visconde e, depois, herdeira do título, como publicou depois em Un Hiver à Madère: 1859 - 1860; 1860 (c.) - construção do primeiro jardim com miradouro, torre e "Jardim Malakoff" em homenagem aos heróis da vitória de Sebastopol e ao castelo capturado pelas tropas anglo-francesas em 1855; posteriormente a quinta foi vendida a Peter Cossart (Dublin, 1807; Funchal, 1870), com a fusão das casas de exportação de vinhos Cossart e Gordon; 1871 - vivia na casa Leland Crosthwait Cossart, filho de Peter Cossart; 1890, 23 de junho - a casa foi vendida ao banqueiro Luís Rocha Machado (I) (1848-1912); 1901, 23 jun. - foi oferecida uma "garden party" aos reis de Portugal D. Carlos e rainha Dona Amélia; 1922, 2 Fev. - Instalação na Quinta do Monte da família de Carlos de Áustria e Zita de Bragança Bourbon Parma com os filhos, a convite do seu proprietário, Luís Rocha Machado (II) (1890-1973); 2 de abril - Morreu na quinta o Imperador Carlos da Áustria; 5 abr. - funeral do ex-imperador para igreja do Monte, onde ainda se encontra; 1922, finais - a quinta foi visitada pelos aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral, no regresso da sua viagem aérea ao Brasil; 1930 a 1940 - em memória do ex-imperador, Luís da Rocha Machado mandou construir numa das dependências da casa uma capela em evocação ao Sagrado Coração de Jesus, incorporando no seu interior um teto pintado com as armas da família Cossart; 1934, 1 jan. - fotografias da quinta pelo fotógrafo alemão Willem van de Poll (1895-1970); 1967, 10 abr. - visita da imperatriz Zita da Áustria, acompanhada pelo Dr. Nuno Vasconcelos Porto, sendo recebidos por D. Carolina Rocha Machado 1901-1968; 1968, 11 jan. - a imperatriz Zita da Áustria esteve pela última vez na quinta, acompanhada por seus primos, D. Duarte Nuno (1907-1976), duque de Bragança e a infanta D. Filipa de Bragança (1905-1990); 1970, década - A família Rocha deixou de viver na quinta; 1990, maio - visita do primeiro ministro Dr. Aníbal Cavaco Silva, dadas as diligências do Governo Regional para ali instalar a Reitoria da Universidade da Madeira; 1991 - A quinta foi adquirida pelo Governo Regional da Madeira para uma futura instalação da Universidade da Madeira, tendo a Universidade adquirido o mobiliário; 1998 - O projeto de instalação da Universidade foi abandonado e a quinta esteve algum tempo abandonada, altura em que um incêndio queimou a capela, vindo a ser concessionada como Jardins do Imperador; 2016, 8 ago. - um grande incêndio, que chegou à freguesia de São Pedro do Funchal, queimou quase totalmente a residência, de que só ficaram as paredes e os jardins; 2021 - reinício dos contatos e dos projetos para montagem de um Museu Romântico.