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Arquipelago de Origem:
São Jorge (Madeira)
Data da Peça:
2018-00-00
Data de Publicação:
13/04/2021
Autor:
Natural
Chegada ao Arquipélago:
2021-04-13
Proprietário da Peça:
GR/Parque das Queimadas
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Queda de água da Levada do Caldeirão Verde, 2018, Parque das Queimadas, serra de São Jorge, Santana, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Queda de água do Caldeirão Verde.
    Campanha de aproveitamento de 1877 e seguintes
    Fotografia de  2018.
    Parque das Queimadas, Serra de São Jorge, Santana, ilha da Madeira.

    Levada da Serra de São Jorge ou do Caldeirão Verde ou das Queimadas
    Antigamente: Madre, Pé dos Poios, Caldeirão do Inferno (970 mts); Fim, Cova da Roda (600 mts), 15,8 Km
    Atualmente: Madre, Levada do Caldeirão do Inferno, proximidades do Túnel do Pico Ruivo (925mts); Fim, Cova da Roda (600 mts), 14,3 km
    A construção da Levada da Serra de São Jorge ou do Caldeirão Verde, iniciada em 1877, está aliada à necessidade de irrigação de terrenos bem distantes do alcance desta mesma levada, concluindo-se assim, a história do aproveitamento dos abundantes ribeiros e córregos das encostas Norte do Pico Ruivo, Serras do Faial e São Jorge.
    Em 1830, surgia a Sociedade da Nova Levada do Furado pretendendo levar os mananciais da Ribeira das Lajes até ao Pico do Infante no Funchal, irrigando pelo caminho as freguesias do Caniço, São Gonçalo e Santa Maria. Esta sociedade seria infrutífera, dados os erros de nivelamento, insuficiente caudal, permeabilidade do terreno e incapacidade financeira para o necessário revestimento da levada, que levariam ao insucesso das suas pretensões e os muitos terrenos nas referidas freguesias ficariam aguardando por uma fiel provisão de água.
    A muito esperada resolução deste problema, sob a alçada do Estado, seria a construção da Levada da Serra do Faial. Além do indispensável revestimento do aqueduto e correção do traçado, seria aumentado o seu caudal através do prolongamento da levada para montante, colhendo os mananciais da Ribeira da Metade e Ribeira Seca. No entanto, estas águas já eram exploradas pela antiga Levada da Fajã dos Vinháticos, que as destinava às freguesias do Faial e Santana. Para compensar a perda destes mananciais seria criada uma nova levada, com origem no vale da Ribeira Grande ou de São Jorge, destinada à irrigação das freguesias de Santana e Faial. A levada de compensação seria a Levada da Serra de São Jorge.
    Os estudos para estas levadas iniciaram-se em 1864, concluídos e submetidos para aprovação em 1875, seriam aprovados em 1877. Os trabalhos começariam nesse mesmo ano, porém dificuldades económicas atrasariam a sua conclusão e só através de um parecer do Conselho Superior de Obras Públicas, seriam executados sob a orientação do engenheiro Aníbal Augusto Trigo (1865-1944), os trabalhos necessários para a conclusão da obra. Na Direção das Obras Públicas estava o seu irmão, o engenheiro Adriano Augusto Trigo (1862-1926), ambos profundos conhecedores das Levadas da Madeira, que inaugurariam a Levada da Serra de São Jorge em 1904, um ano antes da Levada da Serra do Faial. Em 1938, foi criado o ramal de derivação para a freguesia da Ilha através do Vale da Lapa.
    A Madre original da Levada da Serra de São Jorge situava-se no sítio do Pé dos Poios, Caldeirão do inferno, cerca de 80 metros a baixo da atual Madre da Levada do Caldeirão do Inferno. O troço inicial da Levada da Serra de São Jorge, foi reformulado no início da década de 70 de modo a conduzir a água do Caldeirão do Inferno, Ribeira de São Jorge, Córrego do Abafado e da Urze para a Ribeira Seca, através de um grande túnel, contribuindo para o aproveitamento hidroelétrico da Central da Fajã da Nogueira. Ao novo troço foi atribuído a designação de Levada do Caldeirão do Inferno.