Image
Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1974-04-31
Data de Publicação:
04/01/2026
Autor:
Gabinete de Informação de São Lourenço
Chegada ao Arquipélago:
2026-01-04
Proprietário da Peça:
A
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
ABM
Quarto comunicado do gabinete de Informação, "Diário de Notícias", Funchal, 31 de abril de 1974, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Quarto comunicado do gabinete de Informação 
    Destituição do Dr. João de Gouveia (1912-2003) de governador substituto, major Faria Leal (1936-2015) sobre a manifestação do 1.º de Maio, Funchal, 30 de abril de 1974
    Diário de Notícias, direção de Alberto Araújo (1892-1976), Funchal, 31 de abril de 1974, p. 1.
    Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, DN, Funchal, ilha da Madeira.

    Dr. João de Gouveia (Santa Cruz, 18 set. 1912; Funchal, 29 out. 2003), médico oftalmologista licenciado pela Universidade de Lisboa, em 28 jul. 1938, mas tendo passado, antes, pelas de Coimbra e do Porto, fez internato geral e complementar da sua especialidade nos Hospitais Civis da Universidade de Lisboa. Veio a ser mobilizado como tenente médico, em 1943, sendo colocado no Hospital Militar da Madeira e fazendo depois toda a sua vida profissional na Ilha. Foi nomeado governador civil substituto do Funchal em 1953, na vigência do Cmdt. João Inocência Camacho de Freitas (1899-1969), como governador civil (21 nov. 1951-17 fev. 1969). Morava na Rua Bela de São Tiago, 70-A, em Santa Maria Maior do Funchal.
    José Manuel dos Santos de Faria Leal (1936-2015). Proveniente do corpo de estado-maior do EME, onde ingressara a 02 ago. 73, foi colocado no Funchal como CEM/QG-CTIM, a 23 jan. 74, já então ligado ao Movimento das Forças Armadas, assumindo a liderança dos capitães da Madeira no 25 de Abril e assinando, no dia seguinte, o auto de receção dos ex-membros do governo. Regressaria a Lisboa pouco depois, a 9 ago. 74 ficando colocado no EME,  e sendo transferido para o EMGFA, a 18 out. No ano seguinte, no entanto, face ao agudizar da situação na Madeira, regressa ao Funchal, sendo colocado no CTIM, a 4 mar. 75 e então, tal como outros militares, alvo dos comunicados de expulsão da FLAMA.
    Voltaria a Lisboa, sendo colocado como chefe-de-gabinete do secretário de Estado das Obras Públicas, a 11 out. 75 e, como brigadeiro, entre 1990-93, seria diretor do Serviço de Transportes do Exército e, em 1995, 2.º comandante do Governo Militar de Lisboa. No ano seguinte, como general, seria chefe da Casa Militar da Presidência da República, nos mandatos de presidente do Dr. Jorge Sampaio (18 set. 1939-10 set. 2021), entre 1996-2006. Faleceu em Lisboa a 6 jun. 2015.