Image
Arquipelago de Origem:
São Paulo (Brasil)
Data da Peça:
1790-00-00
Data de Publicação:
24/09/2020
Autor:
António Máximo de Souza
Chegada ao Arquipélago:
2020-09-24
Proprietário da Peça:
Biblioteca Nacional do Brasil
Proprietário da Imagem:
BNBrasil
Autor da Imagem:
Biblioteca Nacional do Brasil
Projeto de ampliação da fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande de Santos, António Máximo de Souza, 1790 (c.), BN Brasil

Categorias
    Descrição
    Projeto de ampliação da Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande.
    Desenho a sépia de António Máximo de Souza, 1790 (c.).
    Biblioteca Nacional do Brasil.
    Barra Grande de Santos, Guarujá, São Paulo, SP, Brasil.

    A inicial fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande foi levantada por ordem de 1584, de Felipe II, sendo a planta original atribuída ao arquiteto militar italiano Giovanni Battista Antonelli (1527-1588) e foi artilhada com algumas peças de um galeão capturado a corsários; 1590: não resistiu ao ataque do corsário inglês Thomas Cavendish (1560-1592), sendo considerada de fraca construção e reforçadas então as suas estruturas; 1615: resistiu assim à tentativa de reabastecimento do almirante neerlandês Joris van Spielbergen (1568-1620): 1702: a praça recebeu o comando de Luiz da Costa de Siqueira e a guarnição compunha-se de um alcaide e cem soldados; 1709: carta-régia de 11 set. mandando aumentá-la, e que do Rio de Janeiro se remetesse artilharia de grosso calibre para sua defesa; 1710, inícios de ago.: resiste à tentativa de assalto do corsário francês Jean-François Duclerc (1670-1711), que se dirigiu então ao Rio de Janeiro, mas onde seria preso e, no ano seguinte, assassinado; 1711: proposta de Manuel de Castro de Oliveira, residente em Santos, para reconstruir e armar a fortaleza às suas custas, em troca de algumas mercês; 1715, 26 jan.: carta-régia aceitando o oferecimento do morador de Santos "para reconstrui-la e armá-la, mediante a mercê do foro de fidalgo, o Hábito [da Ordem] de Cristo, tença anual de 80$000 e um ofício nas Minas [Gerais], que tivesse de rendimento 400$000, para seu filho" (Garrido, 1940:133); 1717: foram adicionados parapeitos, reduto, cortina, casa de pólvora e realizadas outras obras, embora só alguns anos depois fosse terminada a muralha, sendo a praça finalmente artilhada com trinta e duas peças; 1742: a antiga Casa de Pólvora foi transformada em capela; 1765: o forte foi novo restaurado e ampliado; 1770, 30 jun. informação do governador que a praça estava artilhada com vinte e oito peças: três de 24, oito de 18, três de 12, três de 8, e onze de 6 (Garrido, 1940:133); século XIX: informação de ser utilizado presídio político; 1885: novas obras de reabilitação; 1893 e 1894: durante a Revolta da Armada as baterias trocaram tiros com os cruzadores República e Palas, a caminho do Sul, sendo as muralhas atingidas; 1911: passou para a jurisdição do Ministério da Marinha e foi desativada.