Programa de Dinamização Cultural no Porto Santo, Jornal da Madeira, Funchal, 25 de março de 1975, p. 13, ilha da Madeira.
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Programa de Dinamização Cultural,
Anúncio da sessão de 25 de março de 1975 no cinema da Vila Baleira, ilha do Porto Santo, onde se projetaram filmes.
Jornal da Madeira, direção de Alberto João Jardim (1943-), Funchal, 25 de março de 1975, p. 13.
Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, JM, Funchal, ilha da Madeira.
No período que se seguiu à Revolução do 25 de Abril de 1974, foram delineados diversos programas de natureza pública e privada que procuraram elevar a condição social, económica e cultural dos portugueses, como as Campanhas de Dinamização Cultural e Ação Cívica do Movimento das Forças Armadas (MFA), o Serviço Cívico Estudantil, etc. As primeiras sessões de dinamização cultural na Madeira ocorreram em 28 de novembro de 1974 na Ribeira Brava e no Porto Moniz, a que se seguiu em 1 de dezembro de 1974, sessões no Jardim do Mar e na Lombada da Ponta do Sol, a 8 de dezembro, na Ponta Delgada e em São Jorge, a 15 de dezembro, no Estreito de Câmara de Lobos e no Sítio das Terças da Ponta do Sol. Ao todo fizeram-se 67 sessões de esclarecimento cobrindo quase toda a ilha da Madeira e do Porto Santo, para além das ações efetuadas em 2 operações com a instalação de forças militares na área da Referta, no Porto da Cruz, e depois, na área da Ribeira da Alforra e do Castelejo, no Estreito de Câmara de Lobos, a operação Semilha Nova, entre 18 e 22 de junho. A diocese do Funchal organizou também ações semelhantes e com a participação de um militar do M. F. A., o então aspirante e depois alferes Albano Bessa Monteiro (1949-), na altura professor no Liceu do Funchal e, pela Diocese, o Dr. Alberto João Jardim (1943-),então diretor do Jornal da Madeira, num total de 5 Jornadas, entre 6 e 10 de janeiro de 1975, às quais assistiu sempre D. Francisco Antunes Santana e sessões que foram todas gravadas.
D. Francisco Antunes Santana (Lisboa, 11 out. 1924; Funchal, 5 mar. 1982). Ordenado pelo cardeal D. Manuel Cerejeira (1888-1976), em 29 jun. 1948, veio a desempenhar um interessante trabalho com professor no seminário de Santarém e como pároco em várias freguesias de Lisboa. Diretor nacional do Apostolado do Mar desde 1960, veio a desempenhar funções de operário-monitor dos estaleiros da Lisnave, desde 1979, assim como inúmeras missões fora do país. Foi eleito bispo do Funchal a 18 mar. 1974, recebendo ordenação episcopal a 21 do mesmo mês, mas o pronunciamento do mês seguinte atrasou a sua deslocação para o Funchal. Faria a sua entrada solene na sé do Funchal a 12 maio 1974 e, logo nesse Verão, seria sequestrado nas instalações do seminário. Em fev. 1981 seria hospitalizado no Funchal, tendo, depois, sido operado em Londres, mas viria a falecer no paço episcopal do Funchal, a 5 mar. 1982.