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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1955-00-00
Data de Publicação:
26/05/2020
Autor:
Não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2020-05-26
Proprietário da Peça:
Expresso
Proprietário da Imagem:
Expresso
Autor da Imagem:
Não identificado
Professores Oliveira Salazar e Marcello Caetano, Lisboa, 1955 (c.), Portugal

Categorias
    Descrição
    Professores Oliveira Salazar e Marcello Caetano
    Fotografia de Lisboa, 1955 (c.)
    Expresso, “Portugal Amordaçado”, Lisboa, 7 de janeiro de 2017, Portugal.

    António de Oliveira Salazar (Santa Comba Dão, 28 abr. 1889; Lisboa, 27 jul. 1970). Iniciou o seu percurso político na Universidade de Coimbra, vindo do antigo Seminário de Viseu, onde estivera 8 anos, licenciando-se em Direito em 1914, com 19 valores e se doutorou, em 1918. Entretanto participara ativamente no Centro Académico de Democracia Cristã, com José Nosolini, Mário de Figueiredo, Juvenal Henriques de Araújo, Manuel Gonçalves Cerejeira (1888-1970) e outros. Em 1925 e a convite de Juvenal de Araújo e de Quirino de Jesus, estava na Madeira com Mário de Figueiredo. Iniciou-se quando foi Ministro das Finanças por 13 dias, com Mendes Cabeçadas e o general Gomes da Costa, em 1926, retirando-se para Coimbra. Regressaria por convite do coronel Vicente de Freitas, também como ministro das Finanças, entre 1928 e 1932, procedendo ao saneamento das finanças públicas portuguesas e montando o Estado Novo, que dirigiu com mão de ferro, como ditador, durante mais de 40 anos. A 3 ago. 1968 sofreria um acidente no forte de São João do Estoril, que, somente a 4 set. o parece ter afetado, altura em que foi hospitalizado. Foi afastado por incapacidade a 7 set. 1968 e substituído por Marcello Caetano (1906-1980), embora e até ao seu falecimento, em 1970, em princípio, nunca o tenha sabido.
    José das Neves Alves Marcello Caetano (Lisboa, 27 ago. 1906; Rio de Janeiro, 26 out. 1980). Licenciado em Direito em 1927 pela Universidade de Lisboa, foi o primeiro a doutorar-se na mesma Universidade (1931) na especialidade de Ciências Politico-Económicas, vindo ali a ser reitor, entre 1959 e 1962. Vogal da União Nacional em 1932, integrara antes círculos políticos ligados aos monárquicos e à revista Ordem Nova, revista que se classificava antimoderna, antiliberal e antidemocrática. Foi comissário da Mocidade Portuguesa, 1940 a 1944, ministro das Colónias, 1944 a 1947 e presidente da comissão executiva da União Nacional, 1955 a 1958. Sucedeu a Salazar, como ministro da Presidência e depois chefe do governo, entre 1968 e 1974. Afastado com o pronunciamento militar de 1974, veio a ser diretor do Instituto de Direito Comparado na Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, onde faleceu.