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Arquipelago de Origem:
São Pedro (Funchal)
Data da Peça:
1909-05-00
Data de Publicação:
15/09/2022
Autor:
Fotógrafo não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2022-09-15
Proprietário da Peça:
Museu de Fotografia da Madeira, ABM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Procissão na Rua da Carreira, maio de 1909, Funchal, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Procissão na Rua da Carreira.
    Procissão com estudantes e bombeiros, junto da casa do Dr. Alexandre da Cunha Teles (1891-1936)
    Fotografia de maio de 1909.
    Museu de Fotografia da Madeira, Atelier Vicente's.
    Procissão de que, em princípio, existe outra fotografia no início da rua, junto da residência depois do pintor Alfredo Miguéis (1883-1943) e sede do Instituto Superior de Artes Plásticas, ISAP e ISAD
    Rua da Carreira, Funchal, ilha da Madeira

    Alexandre da Cunha Teles (Funchal, 15 maio 1891; Lisboa, 18 mar. 1936), advogado, escritor e filantropo, era filho do general Norberto Jaime Teles (1852-1936) e de D. Margarida da Cunha Teles, tendo casado com Anne Kristine Stephanie Wera Beranger Cohen (1900-c. 1965), dinamarquesa, cantora lírica e professora de canto, que estudara em Paris e tendo sido pais da pintora Martha Telles (1930-2001) e de outros.
    Marta Cohen da Cunha Teles (1930-2001),com o nome artístico de Martha Telles, nascida a 19 de agosto de 1930, no Funchal, foi uma pintora de prestígio que retratou muito a ilha nas suas pinturas. Antes de ingressar no curso de Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, estudou com o pintor alemão radicado na Madeira, Max Römer (1878-1960). Depois de trabalhar no ateliê de Helena Vieira da Silva (1908-1992), em Paris, fez o bacharelato em Artes Plásticas na Universidade de Montreal, entre 1968 e 1971. Terminou os estudos na Universidade MacGill no Canadá, onde se naturalizou em 1974, tendo regressado a Portugal apenas em 1983. Distinguiu-se na pintura a óleo, mas também utilizou aguarela e gravura, tendo ainda feito cartões para tapeçaria. Expôs individualmente e pela primeira vez em 1961, em Copenhaga e faleceu em Lisboa, a 21 de fevereiro de 2001. Duas das suas obras encontram-se no Museu de Arte Contemporânea do Funchal e uma na coleção da Caixa Económica do Funchal /BANIF. Mesmo vivendo longe da Ilha, conservou com ela grande ligação, que bem se traduz na frase que em 1999 proferiu quando expôs na Madeira: “Melhor que exposições, gostava que os meus quadros fossem para a Madeira e que bem os estimassem”. (Roteiro Mulheres do Funchal, n.º 21, 2020)