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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1550-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
11/06/2022
Autor:
Mestre local
Chegada ao Arquipélago:
2022-06-11
Proprietário da Peça:
Fábrica de Bolachas Sto. António
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Prédio quinhentista da Travessa do Forno, 1550 (c.) e seguintes, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Prédio quinhentista da Travessa do Forno.
    Fábrica Sto. António
    Fotografia de 17 de maio de 2022.
    Travessa do Forno, Funchal, ilha da Madeira.

    Existe desenho de Max Römer (1878-1960), de 1927, por altura da sua chegada ao Funchal, com um arco gótico então existente nesta travessa, que pensamos ter sido demolido nos arranjos desta área de 1940.
    A Fábrica de Bolachas Sto. António foi fundada há 123 anos por Francisco Roque Gomes da Silva. A gestão continua nas mãos da mesma família e já vai na quinta geração, tendo passado pelo Dr. Carregal Correia da Silva, e daí a alcunha do Dr. Bolacha, sendo herdada depois por Filipe Sardinha e Isabel Sardinha, fora da ilha, dando a cara e voz no Funchal o jovem gerente Bruno Vieira, de 35 anos, que há 11 anos entrou para a empresa como diretor de produção e há cinco se fez gerente. É o responsável pela inovação, a introdução de gelados caseiros e compotas com frutos locais e as variantes de bolachas sem glúten ou com pepitas de chocolate. E pouco ou nada mudou. Houve adaptações, mas a traça original dentro e fora do edifício manteve-se. A oferta adaptou-se aos novos tempos mas os produtos estrela continuaram no menu e são um sucesso ao ponto de serem exportados para algumas lojas gourmet no continente mantendo as receitas tradicionais, incluindo uma variada gama de broas. Nas lojas da Madeira, chegam dois dias após serem produzidas por 14 trabalhadores, que diariamente amassam e estendem os doces, confecionam a marmelada e as compotas, e dão braços ao bolo de mel (Lília Bernardes (1956-2016), Diário de Notícias, Lisboa, 28 set. 2014) tendo sido ali empregado o célebre bailarino madeirense Manuel Câmara, fundador de um grupo de danças folclóricas estilizadas inspiradas no Verde Gaio.