Image
Arquipelago de Origem:
Vila Nova de Gaia
Data da Peça:
1850-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
20140304
Autor:
Fabrico da Fervença
Chegada ao Arquipélago:
2010-08-23 00:00:00
Proprietário da Peça:
Palácio do Correio Velho
Proprietário da Imagem:
Palácio do Correio Velho
Autor da Imagem:
Palácio do Correio Velho
Prato em faiança portuguesa com patacho e figura a acenar, fabrico de Fervença, 1850 (c.), Vila Nova de Gaia, Portugal

Categorias
  • Artes Decorativas
    • Cerâmica e afins, faiança e porcelana
  • Bibliografia
    • Catálogos, guias e roteiros
  • Escultura
    • Cerâmica e afins
  • Fotografia / imagem
    • Costumes
  • Marinharia
    • Patacho
  • Personalidades
    • Artífices e populares
Descrição
Prato em faiança portuguesa com patacho e figura a acenar.
32 cm.
Fábrica da Fervença, 1850 (c.), Vila Nova de Gaia, Portugal
Decoração policroma em partes estampilhada em tons de azul, verde, amarelo, ocre e vinoso tendo ao centro paisagem com veleiro e figura masculina a acenar, com um chapéu na mão, bordo com friso de elementos vegetalistas.

A Fábrica da Fervença foi fundada em Vila Nova de Gaia em 1824, cerca de dez anos antes da sua congénere Fábrica da Bandeira, fundada na mesma localidade em 1835. Talvez por esta proximidade geográfica e laboração em simultâneo, já que ambas terão encerrado no início do séc. XX em data não apurada, estejam tão próximas nos motivos e cores utilizadas e, na ausência de marcas, facilmente se confundirem.
Também é certo que na mesma altura, em Gaia, proliferavam as fábricas de faiança: para além das duas já referidas, existiam as de Afurada, Cavaquinho, e Santo António de Vale da Piedade, estas vindo já do século XVIII, a que se vieram juntar as da Torrinha, Senhor d'Além e Devesas um pouco mais tarde, em 1865. A existência de oito fábricas num espaço que se imagina restrito, à época, pressupõe contactos entre elas e uma constante mobilidade de trabalhadores, resultando em influências mútuas na produção cerâmica.
Voltando à Fábrica da Fervença, é possível identificar com certeza algumas peças que apresentam uma marca R, provavelmente do pintor Ramalho, sendo reconhecida à sua faiança uma qualidade de destaque entre as suas congéneres, graças à pasta fina e ao cuidado posto nas decorações, com ricos tons amarelos e alaranjados.
Catálogo do Palácio do Correio Velho, leilão da Colecção Francisco Hipólito Raposo de 7 e 8 de Julho de 2010 (n.º 00145). Avaliada entre 1.500 e 2.500 euros.