Jarra da nova Real Fábrica de Pólvora do Rio de Janeiro (atr.), 1808 (c.), porcelana dita de Cantão, China
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Descrição
Jarra da nova Real Fábrica de Pólvora do Rio de Janeiro (atr.)
Porcelana dita de Cantão, moldada e com aplicações de peixes, com decoração em tons de azul e apontamento de policromia, 33 cm.
Almofariz encimado pelas iniciais RFP e coroa real, ladeado por dois soldados de Infantaria do século XVIII
Decoração tradicionalmente dada como Meninos de Pavalhã ou Real Colégio dos Nobres.
Oficina de porcelana chinesa, 1808 (c.) e seguintes
Coleção privada do Brasil.
A nova Real Fábrica de Pólvora, então no Brasil, foi criada pelo decreto do príncipe regente D. João VI (1767-1826) de 13 de maio de 1808 e estabelecida na Fazenda da Lagoa Rodrigo de Freitas (Rodrigo de Freitas Melo e Castro, 1684-1748), no Rio de Janeiro, que fora adquirida pela Coroa por meio de subscrição voluntária entre os moradores da cidade e em cujas terras também foi instalado um Jardim Botânico, então o Real Horto Botânico, na área do antigo Engenho D'El Rei.
Tudo leva a crer que um novo serviço foi então encomendado em Macau ou em Cantão, dado circularem no mercado de antiguidades do Brasil, embora não só, uma série de peças que pouco aparecem em Portugal. Os motivos principais mantêm-se, como o almofariz encimado pelo monograma RFP e coroa real, ladeados pelos dois militares de infantaria, tendo as peças idêntica bordadura inspirada numa sanefa, mas não aparecendo já a data de 1767 nem a legenda alusiva ao unicórnio do primeiro serviço. O motivo decorativo parece ter gozado de certa aceitação, devendo ter havido sucessivas edições de peças, inclusivamente, algumas marcadas, já eminentemente decorativas, como jarras, vasos e bomboneiras, etc, por certo, não para os militares da Real Fábrica da Pólvora do Rio de Janeiro, até porque a mesma teve uma vida bastante curta.