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Arquipelago de Origem:
China
Data da Peça:
1550-00-00
Data de Publicação:
20/04/2026
Autor:
Oficina do período Jiajing
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-20
Proprietário da Peça:
Museu Nacional Soares dos Reis
Proprietário da Imagem:
Museu Nacional Soares dos Reis
Autor da Imagem:
Museu Nacional Soares dos Reis
Pote de porcelana Ming com garças, China, 1550 (c.), Museu Nacional Soares dos Reis, Porto, Portugal

Categorias
    Descrição







    Pote Ming com garças.
    Porcelana com decoração azul e branca,
    China, dinastia Ming (1368-1644), período Jiajing (1522-1567), 1550 (c.)
    Museu Nacional Soares dos Reis, Porto, Portugal.

    Este é um de dois grandes potes da dinastia Ming (1368-1644), do período Jiajing (1522-1567), pertencentes ao grande núcleo de porcelanas, que constitui um terço da coleção de cerâmica no MNSR. Entre as peças mais antigas, salientam-se os potes atrás referidos, vários pratos e uma taça também do século XVI.
    A China é uma civilização antiga cuja cerâmica é amplamente reconhecida. A proto-porcelana surgiu na China há cerca de 3.500 anos, na dinastia Shang (1600 a.C a 1045 a.C.) e após as dinastias Han (206 a.C. a 220) e Tang (618-907), as técnicas de fabrico da porcelana foram continuamente aprimoradas, atingindo o seu auge nas dinastias Ming (1368-1644) e Qing (1636 e 1644-1912). A cerâmica chinesa tem assim uma longa história e os fornos foram-se expandindo por todo o país, sendo os seus produtos difundidos por todo o mundo. A invenção e o desenvolvimento da cerâmica e porcelana chinesas foram uma enorme contribuição para o engrandecimento da civilização humana.
    No início da dinastia Ming, a corte estabeleceu a fábrica do forno imperial em Jingdezhen, na província de Jiangxi, para produzir porcelana. populares. A porcelana produzida por estes fornos populares entrava no sistema do rio Yangtze a partir do rio Changjiang, onde era colocada em barcas e depois comercializada em todo o país. Jingdezhen tornou-se no centro de produção de porcelana na China. Nos finais da Dinastia Ming, muitos artigos de porcelana produzidos nos fornos populares em Jingdezhen foram exportados para a Europa, Japão, Sudeste Asiático e Américas. A porcelana de Jingdezhen granjeou o reconhecimento e a estima internacional, tornando-se nos artefactos chineses mais comummente colecionados por museus de todo o mundo. Segundo o livro intitulado “História de Jiangxi”, redigido durante o período Jiajing da Dinastia Ming, este afirma que, no trigésimo quinto ano do reinado de Hongwu, o governo Ming estabeleceu a fábrica do forno imperial em Jingdezhen, na província de Jiangxi, para produzir porcelana imperial exclusivamente para a corte, sendo enviados supervisores para monitorizarem a produção in situ. Nesse período, Jingdezhen tinha reunido os melhores artesãos da China e tinha recebido a maior quantidade de recursos para o fabrico de porcelana, traduzindo-se numa infinidade de escolhas de novos artigos requintados. Uma vasta gama de esmaltes cerâmicos foram desenvolvidos durante a dinastia Ming, desde os esmaltes monocromáticos, como o verde ervilha, branco doce e escarlate vivo no período do imperador Yongle; vermelho rubi, azul safira, azul polvilhado e porcelana azul e branca no período do imperador Xuande; doucai no período do imperador Chenghua; amarelo no período do imperador Hongzhi; tricolor simples no período do imperador Zhengde, até à porcelana policromática nos períodos dos imperadores Jiajing e Wanli. Todos estes são tesouros inestimáveis da história da cerâmica Chinesa. A porcelana desenvolvida na dinastia Ming, particularmente a porcelana fina produzida em Jingdezhen, impeliu a indústria chinesa da porcelana para o seu zénite.