Posse como comandante Caçadores 5 do Major Luís Alberto de Oliveira, Lisboa, 3 de novembro de 1934, Portugal
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Descrição
Posse como comandante Caçadores 5 do Major Luís Alberto de Oliveira.
(1880-1956)
O sr. major Luís Alberto de Oliveira com a oficialidade do batalhão de Caçadores 5, ao tomar posse do comando desta unidade
Na fotografia, ao lado do capitão Artur de Almeida Cabaço.
Lisboa, 3 de novembro de 1934.
Álbum fotográfico SEC-AG-2294I, IAN/TT, Lisboa, Portugal
IIdentificados no álbum: Tenente Álvaro Mário Couceiro Neto; alferes César Pais Soares; alferes Arnaldo Schulz; alferes João Augusto de Sousa Cerejeiro; alferes João Nogueira da Costa Branco; capitão Paulino José das Dores; tenente António Nunes Vitória; capitão Artur de Almeida Cabaço; tenente Francisco Carlos Martins; major Luís Alberto de Oliveira; capitão David Rodrigues Neto; tenente Carlos Pereira Martins do Ó; capitão Eduardo Augusto Barbosa Gonçalves; tenente Manuel Ferreira; tenente José Alexandre Tomás.
Artur de Almeida Cabaço (1881-1955), filho de João de Almeida Cabaço e de Maria José Abaço, nasceu nas Caldas da Rainha, a 28 jun. 1881, tendo ingressado, depois, em Caçadores 5. Perante Revolta das Farinhas ou Revolta do Pão do Funchal, em fev. 1931, o governo da Ditadura, em Lisboa, avalia rapidamente a ameaça da amotinação e envia o açoriano coronel Feliciano António Silva Leal (1876-1961) para a Madeira, como seu Delegado Especial, acompanhado por um destacamento de Caçadores 5 e de Metralhadoras 1, sob o comando do capitão Almeida Cabaço, então nomeado governador civil. Seriam essas forças, entretanto, com oficiais não afetos à Ditadura, que um mês depois, a 4 abr. 1931, invadiriam o Palácio de São Lourenço e, ao mesmo tempo, prendiam numa situação delicada, numa pensão da Rua dos Netos, o capitão Cabaço. Resolvida a revolta num mês, voltaria ao lugar, de que pediria escusa em finais de 1933, sendo nomeado para o lugar, a 20 dez., o Dr. António Correia Caldeira Coelho (1888-1977), mas que não ocuparia o lugar sequer um ano completo. Artur de Almeida Cabaço viria a falecer em Lisboa, como major reformado, a 15 de maio de 1955, tendo o seu corpo seguido depois para as Caldas da Rainha.