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Arquipelago de Origem:
Portugal
Data da Peça:
1934-00-00
Data de Publicação:
19/01/2024
Autor:
Henrique Galvão
Chegada ao Arquipélago:
2024-01-19
Proprietário da Peça:
Arquivo Histórico Militar
Proprietário da Imagem:
Arquivo Histórico Militar
Autor da Imagem:
Arquivo Histórico Militar
Portugal não é um país pequeno, Henrique Galvão, Exposição Colonial do Porto, 1934, Portugal

Categorias
    Descrição
    Portugal não é um país pequeno
    Projeto do capitão Henrique Galvão (1895-1970), 1934
    Impressão a cores sobre papal, 59 x 90 cm, em folha de 69 x 97,50 cm
    Litografia Nacional do Porto e da Câmara Municipal de Penafiel, 1935 (c.)
    Exemplar do Arquivo Histórico Militar, Lisboa, Portugal

    O cartaz “Portugal Não É um País Pequeno”, de 1934, foi uma das imagens marcantes do período da propaganda mais ideológica e mais combativa do salazarismo, perdurando, afixado em quase todas as escolas e por outras paredes de Lisboa e do Portugal profundo, mesmo no período marcelista, mais de três décadas depois. Surgiu nos anos de vitória de Salazar, da Constituição referendada de 1933, do Acto Colonial de Quirino Avelino de Jesus (1865-1935) e da Exposição Colonial no Porto, de 1934, coordenada por Henrique Galvão, havendo também versões em francês e inglês.
    Henrique Carlos da Malta Galvão (Barreiro, 4 fev. 1895; São Paulo, Brasil, 25 jul. 1970). Oficial do Exército e especialmente versado em assuntos de desporto e coloniais, foi um dos apoiantes da ditadura de Sidónio Pais, sendo então administrador do concelho de Montemor-o-Novo, integrando depois a revolução do 28 de Maio de 1926. Seria depois director da Emissora Nacional, comissário da exposição colonial do Porto, em 1934 e governador de Huíla, em Angola. Apoiante de Salazar, veio no final da década de 50 a incompatibilizar-se com o regime, sendo expulso do Exército e aderindo ao grupo apoiante de Humberto Delgado. Ficaria mundialmente conhecido ao liderar o assalto e sequestro do paquete Santa Maria, em viagem do Brasil para Miami a 22 jan. 1961, operação acompanhada pela imprensa internacional, na tentativa de desacreditar e fazer cair o governo de Salazar.