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Arquipelago de Origem:
Porto Santo
Data da Peça:
1969-00-00
Data de Publicação:
25/06/2021
Autor:
Pitum Keil do Amaral
Chegada ao Arquipélago:
2021-06-25
Proprietário da Peça:
Pitum/Porta 33
Proprietário da Imagem:
Pitum/Porta 33
Autor da Imagem:
Pitum/Porta 33
Porto Santo, estância sanitária, Subsídios para o Conhecimento da Ilha da Madeira, coligidos no “Elucidário Madeirense”, e ilustrados por Pitum, em 1969, edição do autor na Danilo & Telo, Lda., Funchal, 1970, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Porto Santo, estância sanitária
    Desenho do conjunto de ilustrações a extratos do Elucidário Madeirense.
    Pitum Keil do Amaral (1935-), 1969.
    In Subsídios para o Conhecimento da Ilha da Madeira, coligidos no “Elucidário Madeirense”, e ilustrados por Pitum, em 1969, edição do autor na Danilo & Telo, Lda., Funchal, 1970, ilha da Madeira.

    O arquiteto e ilustrador Francisco Pires Keil do Amaral (1935-), conhecido como Pitum Keil do Amaral, integrou a célebre equipa de arquitetura de José Rafael Botelho (1923-) que elaborou o programa urbanístico do Funchal de 1970. É filho do também arquiteto Francisco Keil do Amaral (1910-1975) e da pintora e ilustradora da segunda geração modernista Maria Keil, de seu nome completo Maria Pires da Silva Keil do Amaral (Silves, 9 ago. 1914-Lisboa, 10 jun. 2012). Um exemplar foi oferecido por José de Sainz-Trueva, em 1990, a Rui e Joana Carita, Funchal, ilha da Madeira.
    Texto da exposição na PORTA 33, 13.12.2014 a 28.11.2015.
    A iniciar este livro, é importante explicar como ele nasceu, estimulado pela existência desse valioso documento que é o “Elucidário Madeirense”.
    E, para quem porventura desconheça essa obra, aqui vai, resumidamente a sua história: Para comemorar o quinto centenário do descobrimento da Madeira, a Junta Geral do Distrito do Funchal decidiu, em 1917, publicar “...uma obra literária, de carácter histórico, mas de feição popular e principalmente destinada às classes menos doutas, de fácil e pronta consulta, em que toda a vida deste arquipélago nas suas múltiplas manifestações e variados aspectos seja posta em saliente relevo, embora em resumido quadro, a fim de não dar a essa obra proporções demasiado exageradas. Esta circunstância não exclui a necessidade de ocupar-se esse trabalho dos principais acontecimentos ocorridos na Madeira no longo período de cinco séculos, das biografias dos seus homens mais notáveis, dos seus usos, costumes e tradições, da sua actividade literária, científica, artística, industrial, agrícola e comercial, da benignidade do seu clima, da riqueza da sua fauna e flora, das incomparáveis belezas da sua paisagem, etc., etc., de molde a tornar essa obra um repositório abundante de informações e notícias, que possa particularmente interessar a todos aqueles que, por falta de tempo ou de preparação especial, não lhes seja possível consagrar-se a demorados estudos e mais largas investigações”.
    Da realização desta tarefa foram incumbidos o Padre Fernando Augusto da Silva (1863-1949) e Carlos Azevedo de Meneses (1863-1928), com quem colaboraram ainda, em parte, Adolfo César de Noronha (1873-1963) e o Major Alberto Artur Sarmento (1878-1953). Após aturados estudos e exaustiva recolha de informações, os autores deram por concluída a obra, que teve a sua primeira edição em 1921. O seu sucesso justificou uma segunda edição, em 1940 e os autores tiveram o escrúpulo de rever e ampliar substancialmente as informações contidas na primeira. Creio serem já falecidos ambos os autores do “Elucidário”. No entanto, a muitas pessoas ouvi desejar uma terceira edição actualizada.
    Porquê?
    Porque, efectivamente, o livro corresponde inteiramente às intenções dos seus promotores e, nas páginas do “Elucidário” podem encontrar-se as informações úteis, interessantes ou apenas curiosas mais completas sobre a Madeira. E se os assuntos não são, evidentemente, esgotados, há as indicações bastantes para orientar quem queira prosseguir um estudo mais aprofundado.
    Ora, entre tantas informações, qualquer pessoa, sejam quais forem os seus interesses particulares — a história, a geografia, os costumes populares ou o que quiserem —, encontrará no “Elucidário” motivos de estudo ou de prazer. Não admira, pois, que eu ali encontrasse, também, os dados pitorescos, risonhos ou caricatos que aqui se apresentam.
    Factos ou acontecimentos semelhantes a outros que existem em qualquer País, em qualquer região e que, encarados com sentido de humor, logo sobressaem.
    Factos ou acontecimentos que, contudo, dão a noção de uma vida local, da evolução da mentalidade e dos costumes e que, por isso mesmo, me parecem interessantes.
    Procurei ilustrá-los na Madeira, porque aqui vivi e senti pelas suas coisas o maior carinho, — e porque, a existência do “Elucidário” mo permitiu e estimulou.
    Talvez o faça noutra região, se encontrar facilidades tão sedutoras. É o que vou investigar...
    Outubro de 1969
    Francisco Pires Keil Amaral (Pitum)