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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1693-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
20200202
Autor:
Vincenzo Maria Coronelli
Chegada ao Arquipélago:
2019-06-10 00:00:00
Proprietário da Peça:
Sociedade de Geografia de Lisboa
Proprietário da Imagem:
Sociedade de Geografia de Lisboa
Autor da Imagem:
Sociedade de Geografia de Lisboa
Pormenor do Globo Celeste de Vincenzo Coronelli, 1693, Sociedade de Geografia de Lisboa, Portugal

Categorias
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Descrição
Pormenor do Globo Celeste de Vincenzo Coronelli
Par de um globo terrestre.
Madeira, metal, tela, papier mâché, gesso, papel, 110 cm (globo), 70 cm (base).
Vincenzo Maria Coronelli (1650-1718), 1693.
Sala da Índia do museu da Sociedade de Geografia de Lisboa, Portugal.

Tratam-se de dois instrumentos de dimensão apreciável, cada um com diâmetro de 110 cm, construídos em 1693 por Vincenzo Maria Coronelli (1650-1718). Os globos terrestre e celeste de Coronelli, tal como tantos outros da época, rodam em torno de um eixo colocado sobre uma base de madeira e possuem dois anéis externos. Um deles, metálico, chamado anel meridiano, está fixo nos dois polos representando, pois, qualquer meridiano celeste ou terrestre. O outro, habitualmente de madeira, chamado anel do horizonte, está disposto horizontalmente. Não se sabe ao certo quem foi o primeiro proprietário destes globos que estão na Sociedade de Geografia, mas, sabe-se que apareceram em 1723, em Haia, num leilão com peças do doge de Veneza, onde o embaixador D. João Gomes da Silva (1671-1738), Conde de Tarouca, os comprou, para D. João V dizendo parecer-lhe que são bem dignos da Biblioteca Real que o soberano, na altura organizava em Lisboa. Cada globo tem o diâmetro de 1,10 m. e é suportado por uma base de madeira e metal, com a tábua do horizonte onde está aplicado o papel gravado com o Zodíaco e um calendário. Não se conhece o caminho percorrido pelos globos, desde então. Naturalmente estiveram na dita Biblioteca, situada no torreão do Paço da Ribeira e foram transferidos para o Arsenal do Exército, após o Terramoto. Ao certo, sabe-se que o geógrafo, historiador e capitão Luciano Cordeiro (1844-1900) os encontrou aí, em 1878 e que, por despacho do então ministro da guerra, foram transferidos para a Sociedade de Geografia de Lisboa, onde têm estado na chamada Sala da Índia.