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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1853-08-23 00:00:00
Data de Publicação:
13/04/2024
Autor:
Isabella de França
Chegada ao Arquipélago:
2024-04-13
Proprietário da Peça:
Casa-Museu Federico de Freitas
Proprietário da Imagem:
Antiga Junta Geral
Autor da Imagem:
Rui Carita
Pormenor de Subindo ao Monte, Isabella de França, 23 de agosto de 1853, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Casal França em carro de bois, pormenor de Subindo ao Monte.
    Para a quinta de verão do cônsul George Stoddart (1795-c. 1860), então a Quinta do Prazer, depois Quinta Belo Monte
    Going up to the Mount
    Aguarela, 25,5 x 33 cm.
    Isabella de França (1797-1880), 23 de agosto de 1853.
    Casa-Museu Dr. Frederico de Freitas, Funchal.
    Pub. in Isabella de França, Jornal de uma visita à Madeira e a Portugal, 1853-1854, tradução e introdução de Cabral do Nascimento, notas e comentários de Santos Simões, Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal, 1970, pp. 62-63.

    Isabella Hurst de França (1797; 20 de julho de 1880) casara recentemente (3 ago. 1852) com o morgado José Henrique de França (Covent Garden, Londres, 1802; Southanpton, 15 de dezembro de 1886), proprietário na Calheta, mas já radicado como o seu pai em Inglaterra como comerciante e que, pontualmente, já se havia deslocado à Madeira, como por 1825, altura em que prestou serviço militar na fortaleza de São Tiago do Funchal, então quartel das milícias do Funchal, tal como em abril de 1826 e abril de 1829, pelo menos. A vinda à Madeira em 1853, foi para preparar a liquidação dos bens que aqui possuía, e que não eram poucos, especialmente o seu morgadio da Estreito da Calheta, dado saber da próxima extinção dos morgadios proposto em 1841, por António Correia de Herédia (1822-1899), sob o pseudónimo de O Ingénuo (O Imparcial, n.º 41, 26 abr. 1841) e, depois, em nome próprio, como Reflexões sobre a abolição dos morgados da Madeira, 1849. A abolição foi depois oficialmente proposta pelo deputado Daniel de Ornelas e Vasconcelos (1800-1878), barão de São Pedro (12 ago. 1845), em 1849, depois prologada pela lei de 19 de maio de 1863.
    Este exemplar de Isabella de França (1797-1880) era propriedade do Dr. Frederico de Freitas (1894-1978), que o adquirira em Londres, por volta de 1940. A autoria da edição a expensas da Junta Geral, de 1970, é interessante, pois menciona o Dr. João Cabral do Nascimento (1897-1978) como autor da tradução e da introdução, e o Eng. João Miguel dos Santos Simões (1907-1972), amigo pessoal do proprietário do manuscrito e que assina os agradecimentos na Casa da Calçada, em 1967, como autor das Notas e Comentários. Ora deve-se acrescentar que tal não é totalmente correto, pois que essas notas e comentários foram iniciadas por Cabral do Nascimento e, embora, terminadas por Santos Simões, em princípio, devem-se por certo bem mais ao primeiro que ao segundo, o que o mesmo reconhece também nos citados agradecimentos.