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Arquipelago de Origem:
Serra Leoa
Data da Peça:
1500-00-00
Data de Publicação:
28/05/2024
Autor:
Oficina sapi-portuguesa
Chegada ao Arquipélago:
2024-05-28
Proprietário da Peça:
Coleção Adele and Donald Hall
Proprietário da Imagem:
The Nelson-Atkins Museum of Art
Autor da Imagem:
The Nelson-Atkins Museum of Art
Pormenor de saleiro sapi-português da antiga coleção de Jean Roudillon, Serra Leoa, 1490 a 1530 (c.), Estados Unidos da América.

Categorias
    Descrição
    Pormenor de saleiro da antiga coleção de Jean Roudillon.
    Marfim esculpido, 19,5 cm.
    Oficina sapi-portuguesa da Serra Leoa, 1490 a 1530 (c.).
    Com comerciantes portugueses e mulheres africanas como base.
    Proveniente da coleção de Jean Roudillon (1923-2020), Paris, Sotheby's Londres, 27 juin 1983, depois da do príncipe Sadruddin Aga Khan (2033-2003), Collection of African Art, n° 23 e depois de uma privada de Lisboa.
    Leilão Sotheby's de Paris, Important African and Oceanic Art: Collection of Governor Guyon, Adolf Hoffmeister, Chrisitna and Rolf Miehler and Vaious Owners, 11 de junho de 2008, lote 120, avaliado em 400.000 a 600.000 euros, sendo sido vendido por 1,296,750 EU, o mais alto preço então obtido para uma peça africana.
    Passou, entretanto, à coleção de Adele and Donald Hall, que prometeram doá-lo em homenagem ao 75th aniversário do The Nelson-Atkins Museum of Art, Kansas (14.2010.3), Missouri, Estados Unidos da América.

    Saleiro ovoide suportado por representações de comerciantes portugueses de abraços abertos e apoiados em estilizações vegetais, modelo que com variantes existe em outros museus e coleções, como da Entwistle Gallery de Londres, no Museu Pré-histórico e Etnográfico Luigi Pigorini de Roma, Musée des Beaux-Arts de Dijon (G 471), França, ou um dos saleiros do Museu Etnográfico de Berlim (Ident. Nr.: III C 4888 a,b). Este grupo de peças tem sido atribuído às oficinas da Serra Leoa com base no relatório de 1506/10 do informador e editor Valentim Fernandes (c. 1450-1519), conhecido pelo manuscrito deste impressor, Códice da Biblioteca de Munique ou Relação de Diogo Gomes, que forneceu os dados, onde se escreveu que os habitantes desta área possuíam especial talento manual para a execução de saleiros de marfim e de colheres, executando as gravações com base em desenhos que lhes forneciam. As figuras destes saleiros revelam grandes afinidades com as esculturas em pedra-sabão ditas ‘nomoli’, também desta área, mas nestes marfins de muito especial qualidade. Entre os finais do XVI e os inícios do XVII, as guerras em que se envolveram estas etnias, como os sapi, os sherbro, os mende e os kissi levaram à sua migração, perdendo-se, em grande parte, a cultura das oficinas de marfim, tal como as de escultura em pedra-sabão.