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Arquipelago de Origem:
Porto
Data da Peça:
1934-00-00
Data de Publicação:
17/04/2026
Autor:
Ernesto Canto da Maya
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-17
Proprietário da Peça:
Museu Nacional Soares dos Reis
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Pormenor de O beijo, terracota pintada Ernesto Canto da Maya, 1934, Museu Soares dos Reis, Porto, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Pormenor de O Beijo.
    Baiser
    Terracota pintada, 95 x 80 x 55 cm.
    Ernesto do Canto Faria e Maia (1890-1981), 1934.
    Existe versão ligeiramente diferente, em que o homem não apresenta barba, no Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.
    Adquirida pelo Estado em 2001 no leilão do Palácio do Correio Velho.
    Museu Soares dos Reis (343 Esc MNSR), Porto, Portugal

    Ernesto do Canto Faria e Maia ou somente Canto da Maya (Ponta Delgada, Açores, 1890 – ibidem, 1981) desenvolveu a sua formação artística em Lisboa, Paris, Genebra e Madrid, e a carreira mais consagrada e internacional de um escultor português na primeira metade do século, destacando-se entre os percursores do modernismo figurativo com uma original estética decorativista. Entre Paris e Lisboa, cria esculturas – grandes conjuntos, figurinhas de terracota ou gesso, bustos, baixos-relevos, figuras metafóricas dos ciclos da vida ou da feminidade – cuja expressividade anatómica e idealidade poética foi muito premiada, e escolhida para representar a arte francesa (Tóquio e Osaka, 1926), e Portugal, em várias exposições universais (Paris, 1937; Nova Iorque, S. Francisco, 1939) e na Bienal de S. Paulo (1957). Desempenhou também um papel central na exploração da art déco, colaborando em projetos com célebres arquitetos. Uma viragem a meio da carreira leva-o da pioneira reinvenção da escultura figurativa ao academismo nacionalista, em longa campanha oficial de esculturas monumentais destinadas a enaltecer a propaganda patriótica do Estado Novo, que lhe atribui o Grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1941). Apesar de diferentes fases e faces, a obra de Canto da Maya continua a atrair sucessivas homenagens e retrospetivas desde a década de 30, em Portugal e França.