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Arquipelago de Origem:
Baía (Brasil)
Data da Peça:
1758-00-00
Data de Publicação:
26/09/2020
Autor:
José António Caldas
Chegada ao Arquipélago:
2020-09-26
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal de Salvador
Proprietário da Imagem:
Tipografia Beneditina
Autor da Imagem:
Tipografia Beneditina
Planta e alçado do forte de São Diogo da Bahia, José António Caldas, maio de 1758, São Salvador da Bahia, BA, Brasil

Categorias
    Descrição
    Planta e Faxada do Forte de S. Diogo.
    Desenho aguarelado de José António Caldas (Salvador, 1725-idem, 31 out. 1782), maio de 1758.
    In Notícia Geral de toda esta Capitania da Bahia desde o seu descobrimento até o presente ano de 1759, original da Câmara Municipal de Salvador, pub. Bahia, Tipografia Beneditina, 1951
    São Diogo da Bahia, São Salvador da Bahia, BA, Brasil.

    O Forte de São Diogo localiza-se na Praça Azevedo Fernandes, no bairro da Barra, em Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia. Ergue-se na base do Morro de Santo António, ao lado direito da praia do Porto da Barra, local onde anteriormente existiu o Castelo do Pereira. O Forte de São Diogo visava impedir, com o apoio do Forte de Santa Maria, o desembarque de qualquer inimigo naquele acesso ao sul da cidade do Salvador, então capital do Estado do Brasil. Era uma estância do arquiteto Francisco de Frias de Mesquita (c. 1578-c. 1654), de 1603 a 1634, mandada levantar pelo governador Diogo Luís de Oliveira (c. 1570-c. 1640), conde de Miranda, governador entre 1626 e 1635, em 1629 e logo artilhado com 5 “peças de mediano calibre”, que foi reformulada em meia-bateria em 1694, mas obras só iniciadas a partir de 1704, estando pronto em setembro de 1722.
    A cidade de São Salvador da Baía (1549) foi planeada numa estratégia global, política e administrativa, para ser sede de um governo central. A fundação da cidade contou com planos prévios de localização e várias hipóteses de construções. O mestre das obras reais Luís Dias partiu de Lisboa com “regimento”, “amostras e modelos” da nova cidade e, depois de acabada a muralha, “arrumou a cidade dela dentro, arruando-a por boa ordem com as casas cobertas de palha” (Tratado Descritivo do Brasil, 1587, pág. 134. Cit. Arq. Renata Malcher de Araújo, “Engenharia Militar e Urbanismo”, in História das Fortificações Portuguesas no Mundo, Alfa, Lisboa, 1989, p. 259).