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Arquipelago de Origem:
Baía (Brasil)
Data da Peça:
1799-00-00
Data de Publicação:
29/06/2020
Autor:
Carlos Julião (atr.)
Chegada ao Arquipélago:
2020-06-29
Proprietário da Peça:
Biblioteca Nacional do Brasil
Proprietário da Imagem:
Biblioteca Nacional do Brasil
Autor da Imagem:
Biblioteca Nacional do Brasil
Planta e alçado do forte de São Diogo da Bahia, Carlos Julião (atr.), 1799, São Salvador da Bahia, BA, Brasil

Categorias
    Descrição
    Planta e Prospecto do Forte de S. Diogo.
    Desenho aguarelado de autor não identificado.
    In Plano da fortificação que se acha na capitania da Bahia feito por ordem do senhor D. Fernando José de Portugal e Castro, Governador e Capitão Geral da mesma capitania. 1799.
    Muito provavelmente, do engenheiro Carlos Julião, natural de Turim, 1740; Lisboa, 1811, capitão de Mineiros do Regimento de Artilharia de Corte, que assina idêntico trabalho em maio de 1779.
    Fernando José de Portugal e Castro (1752-1817), filho do 3.º marquês de Valença, foi depois, conde de Aguiar e 3.º marquês de Aguiar.
    Biblioteca Nacional do Brasil: Manuscritos 03.3.015. Coleção: Real Bibliotheca.
    São Diogo da Bahia, São Salvador da Bahia, BA, Brasil

    O Forte de São Diogo localiza-se na Praça Azevedo Fernandes, no bairro da Barra, em Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia. Ergue-se na base do Morro de Santo António, ao lado direito da praia do Porto da Barra, local onde anteriormente existiu o Castelo do Pereira. O Forte de São Diogo visava impedir, com o apoio do Forte de Santa Maria, o desembarque de qualquer inimigo naquele acesso ao sul da cidade do Salvador, então capital do Estado do Brasil. Era uma estância do arquiteto Francisco de Frias de Mesquita (c. 1578-c. 1654), de 1603 a 1634, mandada levantar pelo governador Diogo Luís de Oliveira (c. 1570-c. 1640), conde de Miranda, governador entre 1626 e 1635, em 1629 e logo artilhado com 5 “peças de mediano calibre”, como aqui se regista, que foi reformulada em meia-bateria em 1694, mas obras só iniciadas a partir de 1704, estando pronto em setembro de 1722.
    A cidade de São Salvador da Baía (1549) foi planeada numa estratégia global, política e administrativa, para ser sede de um governo central. A fundação da cidade contou com planos prévios de localização e várias hipóteses de construções. O mestre das obras reais Luís Dias partiu de Lisboa com “regimento”, “amostras e modelos” da nova cidade e, depois de acabada a muralha, “arrumou a cidade dela dentro, arruando-a por boa ordem com as casas cobertas de palha” (Tratado Descritivo do Brasil, 1587, pág. 134. Cit. Arq. Renata Malcher de Araújo, “Engenharia Militar e Urbanismo”, in História das Fortificações Portuguesas no Mundo, Alfa, Lisboa, 1989, p. 259).