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Arquipelago de Origem:
São Paulo (Brasil)
Data da Peça:
2021-11-30
Data de Publicação:
13/03/2022
Autor:
Rafael Mesquita
Chegada ao Arquipélago:
2022-03-13
Proprietário da Peça:
Natural
Proprietário da Imagem:
Rafael Mesquita /Maurício Businari
Autor da Imagem:
Rafael Mesquita
Physália ou caravela portuguesa, também "portuguese man-of-war" desde o século XIX, São Paulo, 2021, Brasil

Categorias
    Descrição
    Physália ou caravela portuguesa, também "portuguese man-of-war" desde o século XIX,
    Phisalia phisalis (Linaeus, 1758)
    Hidrozoário colonial flutuante, constituído por vários organismos diferentes e especializados, designados pólipos. Destaca-se o pneumatóforo, uma vesícula inflada em forma de crista (pode atingir os 30 cm), de tonalidades azuladas, rosadas ou violetas, utilizada na flutuação. Preso à base dessa estrutura surge o estolónio (que pode ir dos 30 cm a vários metros de comprimento), composto por diversos tipos de pólipos, nomeadamente: os dactilozoóides, filamentos tentaculiformes contrácteis, cobertos de células urticantes, designadas cnidócitos (responsáveis pela predação); os gastrozoóides (responsáveis pela digestão); e os gonozoóides (responsáveis pela reprodução) (Universidade de Évora).
    Fotografia de Rafael Mesquita /Maurício Businari, 30 de novembro de 2021.
    São Paulo, Brasil.

    Os primeiros estudos modernos parecem ter sido feitos por Thomas Henry Huxley (4 mai. 1825-29 jun. 1895), que seguiu como cirurgião assistente no navio oceanográfico HMS Rattlesnake (1846-1850), segundo o mesmo, para pagar dívidas, tendo estado na Madeira no início dessa expedição, entre 18 e 26 dez. 1846. A bordo, com o microscópio preso a uma mesa na sala de cartas, fez uma série de pesquiza com animais marinhos recolhidos na Grande Barreira de Corais da Austrália e da Nova Guiné, estudando a estrutura e o crescimento de anémonas-do-mar, hidras, águas-vivas e urtigas, tal como o Portuguese man-of-war (Galeão português), que se decompunha rápido demais para ser estudado em qualquer lugar, exceto no alto mar. Agrupou-os como Nematophora (nomeado por suas células urticantes), embora mais tarde tenham sido classificados como o filo Cnidaria (ou Coelenterata). Demonstrando que todas elas eram compostas por duas “membranas de fundação” (abreviadamente chamadas de endoderme e ectoderme), chegou a sugerir que essas membranas estavam relacionadas às duas camadas celulares originais do embrião vertebrado.
    O aristocrático capitão Owen Stanley (1811-1850), comandante do Rattlesnake (Cascavel), enviou os papéis de Huxley a seu pai, Edward Stanley (1779-1849), então bispo de Norwich, para publicação em Londres; mas esse patronato antiquado irritava Huxley, que insistia em que a ciência não precisava mais de sanção aristocrática. Mas foram esses estudos que levaram a que fosse eleito membro da Royal Society em 1851.
    Mais tarde, Physalia, foi o nome que Humberto Passos Freitas (1893-1926) deu ao seu iate, no qual faleceria à vista do Funchal, no temporal que o fez naufragar a 15 de dezembro de 1926, assunto que comoveu a população madeirense.