Percussor ou baqueta de tambor do leilão Zemanek-Münster de outubro de 2015, escultor Lwena ou Ovimbundo (atr.), 1950 (c.), Angola.
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Descrição
Batente, percussor ou baqueta de tambor.
Elemento do conjunto Four combs and an amulet, Angola.
Conjunto em madeira entalhada e patinada, 10 a 15 cm.; 14 cm.
Embora dado como amuleto, trata-se, com certeza, de um batente, percussor ou baqueta de tambor
Escultores Lwena ou/e Ovimbundo (atr.), 1950 (c.), Angola
Northern German Private Collection, collected in situ in the 1950’s during employment of the collector with Woermann, Hamburg.
Fotografia de 11 de setembro de 2015.
Leilão Zemanek-Münster, 81th Tribal Art Auction, 31 de outubro de 2015, lote 524, conjunto vendido por 100 euros, Munique, Alemanha.
Wood, all combs with handle ornamented on both sides, provided with six resp. nine teeth, slight traces of usage; additionally: amulet from wood with pokerwork, l: 14 cm.
Os Luena ou Lwena, confinantes com os Chokwe, receberam dos mesmos as principais referências estéticas e culturais, mas mantiveram uma língua algo independente, embora muito próxima, geralmente denominada de Luvale/Lwena ou Lwena/Luvale, com maior expressão na Zâmbia. A sua estruturação política, entretanto, é totalmente diferenciada, centrada na rainha Nhakatolo Ngambo (fal. 1914), que assumira o trono nos meados do XIX. Sucedeu-lhe a neta, Nhakatola Kutemba (fal. 1956) e, em 1968, reinava no Cavungo a rainha Nhakatolo Tchissengo (fal. 1992). Parece ter havido dificuldades de sucessão, pois a seguinte Nhakatolo só assumiu o trono da tribo Luvale em 2004, então a rainha Lurdes Nhakatolo Tchilombo (1937-2023). Falecida a 16 de julho de 2023, sucedeu-lhe a irmã Anabela Ngambo Kaumba, que foi entronizada como líder do povo Luvale a 8 de setembro de 2023, cerimónia que decorreu durante a realização da 10ª edição do Festival do Povo Luvale, que teve lugar na vila de Cazombo, município do Alto-Zambeze, na província do Moxico e contou com a presença de quatro mil pessoas.
Os Ovimbundos (ovimbundu; singular: ocimbundu; adjetivo: umbundu) são um grupo da etnia banta de Angola, com língua própria, o umbundo, e vários subgrupos, como os bailundos (mbalundu), os huambos, os bienos, os seles, os andulos, os sambos e os cacondas (cakonda). Distribuiam-se, essencialmente, pelo planalto do Bié, confinando com os chokwes, de que receberam profundas influências estéticas. Com a progressiva ocupação portuguesa do território, a partir dos anos 20 do século XX e, especialmente, a evangelização, quer católica quer protestante, de influência norte-americana, toda a sua organização social foi sendo colocada em causa e estas populações foram-se afastando dos seus costumes tradicionais.