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Arquipelago de Origem:
Tshokwe
Data da Peça:
1930-00-00
Data de Publicação:
24/04/2025
Autor:
Escultor Chokwe
Chegada ao Arquipélago:
2025-04-25
Proprietário da Peça:
Dallas Museum of Art
Proprietário da Imagem:
Dallas Museum of Art
Autor da Imagem:
Dallas Museum of Art
Pente Chokwe com "pensador" do Dallas Museum of Art, trabalho de 1930 (c.), Leste de Angola ou República Democrática do Congo.

Categorias
    Descrição
    Pente Tchokwe com "Pensador".
    Chokwe Personal Comb Angola, Cisakulo
    Madeira entalhada e patinada, 16,8 x 5,88 x 3,78 cm.
    Escultor Tchokwe, Chokwe ou Quioco de Leste de Angola, 1930 (c.).
    Gift of Eugene and Margaret McDermott, The Clark and Frances Stillman Collection of Congo Sculpture
    Dallas Museum of Art (1969.S.142), Dallas, Estados Unidos da América

    A primeira referência a uma figura nesta posição foi de José Redinha (1905-1983), primeiro diretor do museu do Dundo, como encontrada em 1936, no Chitato, a 30 minutos da cidade do Dundo, num cesto de adivinhação (Ngombo), medindo 16 centímetros. Nos anos seguintes apareceram outras e noutros contextos, como em pentes e apitos tchokwe, mas também como esculturas dos outros grupos confinantes com os Tchokwe, como os Songye (The Amy & Elliot Lawrence Collection, leilão Sotheby's de 2022) e outros. Foi no Museu do Dundo que surgiu a ideia de apelidar a figura de Pensador, ou Samanhonga, em Chokwe, em vez da sua efetiva referência deveria ser de “Kuku” ou de “Kaka”, que quer dizer ancião ou anciã e assim gozando de um estatuto especial de intermediário no contacto entre os vivos e os antepassados. A eles, os membros da família e do povoado recorriam para se consultarem e se aconselharem sobre problemas espirituais e outros. A partir de 1947, senão algo antes, passou a ser a escultura de eleição dos escultores da aldeia do Museu do Dundo, tendo sido reproduzida na ordem das muitas centenas de exemplares e de forma algo estilizada. A peça dita "original", em princípio, a recolhida em 1936, pois que no museu ficaram outras, foi depositada no Museu Nacional de Antropologia, em Luanda, mas viria a ser roubada no conturbado contexto da guerra civil, o mesmo acontecendo a muitas outras peças do Museu do Dundo e, inclusivamente, parte dos arquivos do mesmo museu. A sua divulgação, no entanto, continuou a crescer  e em 1984 foi escolhida como um dos  símbolo da cultura nacional de Angola.