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Arquipelago de Origem:
Vila Real
Data da Peça:
1935-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
20171019
Autor:
Mestre Local
Chegada ao Arquipélago:
2017-10-19 00:00:00
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal de Vila Real
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Pelourinho de Vila Real, 1515 (c.) e 1935, Vila Real, Portugal

Categorias
  • Arquitectura Civil
    • Equipamento urbano e rural
  • Escultura
    • Pedra
  • Fotografia / imagem
    • Costumes
    • Paisagens rurais e urbanas
  • Heráldica, emblemática e numismática
    • Pelourinhos
  • Personalidades
    • Escultores e entalhadores
    • Mestres de obras reais e outros
Descrição
Pelourinho de Vila Real.
Original de 1515 (c.) e reposição conjetural de 1935.
Fotografia de 13 de outubro de 2017.
Largo do Pelourinho, Vila Real, Portugal

Cronologia:
Séc. 13 - a antiga vila de Panóias, capital da civitas Panóias, quase desaparecida, pede a D. Afonso III, através da população existente, que lhe desse uma nova vila; 1272, 7 dez. - D. Afonso III, em Santarém, concede foral para que se fundasse uma nova "poba" e muda o nome para Vila Real de Panóias; no entanto, este foral não surtiu efeito e não atraiu população, talvez devido à sua dureza e ao facto de não conseguir pôr cobro às prepotências, extorsões e perseguições da nobreza e clero da região; 1289, 4 jan. - novo foral de D. Dinis; para obter o chão para a vila e outros, encarregou, por carta, o seu clérigo Pêro Anes Foucinha de efetuar todas as trocas, composições e compras em seu nome com os diversos proprietários, fidalgos, eclesiásticos ou outros para se fundar a "pobra" de Panóias; pretendendo ainda dar à vila 4 aldeias que nela existiam e que não eram da coroa, manda escambá-las por outros seus herdamentos ou comprá-las; 1293, 4 fev. - segundo foral de D. Dinis; 1515, 22 jun. - concessão de foral novo por D. Manuel, na sequência do qual se construiu o primitivo pelourinho na R. da Praça; 1527 - pelo Cadastro, a vila era do Marquês de Vila Real, com toda a jurisdição, direitos e rendas, vivendo intramuros e nos arrabaldes 478 famílias; 1641 - depois da extinção da Casa de Vila Real, a vila passou a pertencer à Casa do Infantado, de que foi primeiro usufrutuário o Infante D. Pedro, depois rei de Portugal; 1706 - aquando da morte do rei D. Pedro II, partiu-se o escudo do monarca junto ao pelourinho "da prassa"; segundo o Padre Carvalho da Costa, é cabeça de Comarca e tem assento em Cortes no banco 5.º; pertence aos Marqueses de Vila Real, tendo um Ouvidor que assiste em todas as vilas da Casa, um juiz de fora, ambos despachados pela Junta da Casa de Bragança, que administra o Marquesado; 1758 - segundo as Memórias Paroquiais, a freguesia pertencia à Casa do Infantado; as cadeias de jurisdição real e da hierarquia eclesiástica ficavam nos limites da freguesia de São Dinis; tinha uma "notabilíssima" casa da câmara, à vista das portas principais da muralha que cercava a antiga vila, formada sobre 6 arcos, que tinha por três lados, fazendo costas ao N., para a qual se subia por escadas que tinha no exterior, tendo no topo varanda com colunas de pedra; e nela tinha a entrada da primeira casa, em que se faziam as audiências do geral e almotacés; no segundo andar havia um dossel e mesa levantada, onde os vereadores costumavam fazer os atos da câmara; em ambas as casas existiam assentos para a nobreza e advogados que assistiam às audiências, com suas grades e tudo "obrado com molduras e entalhes"; o assento ou cadeira dos julgados onde se fazia audiência, achava-se em lugar separado, levantado e dourado com os assentos de xarão; e toda a casa e assentos dos advogados estavam pintados e com boa decência; no meio da casa e chegado à cadeira havia uma mesa grande onde escreviam 8 tabeliães, que serviam no público, judicial e notas; a segunda casa tinha armas reais no dossel e janelas para E., O. e S. e armas mas pela parte de fora em frente da muralha; junto à, câmara havia um terreiro que, noutros tempos, era praça das regateiras e na data só conservava o nome de praça velha; séc. 19, início - depois do liberalismo, Vila Real passa a sede de distrito; 1834, 18 mar. - extinção da Casa do Infantado; 1925, 20 jun. - elevação de Vila Real a cidade por lei nº 1804; 1935 - segundo Correia de Azevedo, reconstruiu-se o pelourinho junto à fachada principal da Câmara Municipal (v. PT011714230143), no topo S. da Av. Carvalho de Araújo, a partir de uma antiga fotografia e aproveitando parte do fuste e algumas pedras soltas; 1939 - quando Luís Chaves publica o seu trabalho sobre pelourinhos, apresenta o decalque de uma antiga gravura do monumento (CHAVES, 1939: 68); 1962, 8 mar. - estabelecimento de Zona Especial de Proteção fixada no Diário de Governo nº 57; 1996 - transladação do pelourinho para o Largo do Pelourinho; 1999, 23 jun. - revogação da Zona Especial de Proteção pela Portaria nº 640/99, 2ª série, Diário da República nº 144 (Isabel Sereno e Ricardo Teixeira, 1994; Paula Noé, 2004).